LAURA Entre todas as coisas que eu e o Victor já passamos em nossa vida a mais f**a de todas foi quando o nosso menino sumiu. Eu me lembro do quanto eu chorei, mas, mais nova, eu aguentei tudo isso bem mais firme do que agora. A única coisa que me fazia vibrar era saber que ele estava ali comigo, que ele estava ouvindo a minha dor... e a cada toque que ele dava no meu corpo nu dentro daquela água quente e borbulhante me fazia ofegar e sentir as mesmas sensações de segurança dentro do meu mecanismo de defesa pessoal. Ele me olhava como em todas as vezes na vida como uma divindade a ser observada e adorada, me beijava como se eu fosse sumir, e para ser justa eu o colocava na mesma posição. Victor era real, ele estava ali, eu o amava... eu o sentia e eu o queria tanto que meu corpo do

