cap 76 nós meus braços

1240 Palavras

Gabrielly O som das balas ficou mais perto. Muito mais perto. Cada rajada fazia a vidraça da lanchonete vibrar como se fosse estilhaçar a qualquer momento. Eu me abaixei ainda mais atrás do balcão, as mãos no peito, tentando controlar a respiração, mas estava difícil. O ar estava quente, pesado, cheio de pólvora e tensão. Geovana estava do meu lado, ajoelhada, os olhos grudados na porta. — Geovana: Eles estão trocando tiro bem na viela — sussurrou ela, como se o próprio som de sua voz pudesse atrair o perigo. Atrás da gente, dois clientes que não conseguiram sair antes do tiroteio começar estavam agachados no canto da parede, suando frio. Um deles chorava baixinho. — Cliente: Meu Deus, meu Deus — murmurava o cliente. Eu não chorava, mas queria. Só não conseguia. Meu coração estava co

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