Samanta esperava impacientemente deitada em sua cama, fingindo sonolência e cansaço, para evitar que seu pai insistisse uma nova conversa séria, até que todos dormissem. Chegara a ouvir alguns cochichos entre Glória e Patrício, no corredor da casa, no que parecia ser uma breve discussão. O teor do assunto, no entanto, Samanta não conseguira descobrir. Mabel dormia a sono alto, desde às oito da noite, como de costume, desde que a enfermidade começa. Samanta revirava-se na cama, esperando o momento exato para levantar-se, quando não mais ouvir qualquer ruído pela casa. Quando era meia noite, a casa estava coberta pelo mais profundo silêncio. Samanta levantou-se de sua cama, lentamente, temendo que o menor movimento brusco pudesse causar algum barulho que seria ouvido por seu pai ou por Gló

