Hariel entrou na loja como quem entra num campo minado: alerta, preparado para segurar o impulso da Liz, decidido a cumprir o papel de responsável. Mas bastou o primeiro toque dela numa manta de algodão com acabamento em crochê e um bordado delicado de raminhos bege para ele sentir a primeira fissura no plano. — Olha isso aqui, amor... é neutro. Serve pra qualquer bebê. — Liz sussurrou, com os olhos brilhando, enquanto passava os dedos pelo tecido com uma delicadeza que fazia parecer que ela já estava tocando a pele do filho. Hariel tentou manter a compostura. — A gente veio só ver. — Mas... olha essa. — Ela apontou agora para um macacãozinho de malha grossa, cor off-white, com botões de madeira. — Parece roupa de boneco antigo. Ele ainda hesitou. Respirou fundo. Mas bastou olhar o so

