Foi assim que fiquei amiga de três mulheres
incríveis, batalhadoras, guerreiras: a Josi, a Fran e a
Letícia, todas com uma história diferente, porém com o
mesmo motivo. No final daquela semana, a UTI estava
lotada, com dez criancinhas que lutavam para
sobreviver. Houve um episódio em que todas as mães
estavam ansiosas para entrar e ver seus filhinhos, mas não
nos foi permitido. Naquela noite, um dos bebês estava
muito m*l, e não nos deixaram entrar. Desabei, pensei
que era meu filho que estava m*l, comecei a tremer. Eu
estava só, comecei a ter uma crise de ansiedade. Foi então
que a enfermeira chefe se dirigiu até mim, perguntou se
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eu estava bem e que não era para me preocupar, pois
meu bebê continuava estável. Se eu precisasse fazer a
ordenha, ela me deixaria entrar somente na salinha. Disse
que sim, se fosse possível, pois meus s***s estavam
ficando empedrados. Ela me pediu que quando eu visse
a Josi e o marido dela, dissesse a eles que não fossem
embora, que aguardassem na sala de espera que o médico
queria conversar com eles. Foi aí que descobri que era o
bebê deles que estava passando m*l.
Havíamos ficado amigas, a Josi e eu. Nós duas
estávamos sempre juntas. Ela me havia dito que naquela
noite iriam chegar mais tarde, por isso a enfermeira me
deixou entrar e fazer a ordenha. Vinte minutos depois,
ao sair da sala de ordenha, encontrei minha nova amiga,
e ela me perguntou por que os outros pais não haviam
chegado. Foi aí que expliquei que naquela noite não nos
deixariam entrar para ver os bebês, e que eu só pude
entrar para fazer a ordenha, pois haveria um
procedimento médico a ser feito em um dos pequenos.
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Era só isso que eu sabia. Passei o recado da enfermeira
para que eles esperassem ali para conversar e saí do
hospital muito triste, imaginando ser o bebê dela
naquela situação.
Para minha surpresa, cheguei naquela manhã
quente ao hospital como de costume, e ao entrar na
UTI, notei que meu bebezinho estava sem os tubos. Ele
conseguia respirar sozinho, sem ajuda dos aparelhos.
Fiquei muito emocionada, meu coração disparou de
tanta alegria, eu não cabia em mim de tanta felicidade.
Quanto ao pezinho dele, a recuperação era ainda mais
lenta. Tinha que sarar de dentro para fora, era como uma
queimadura de terceiro grau. Naquela manhã, ele estava
acordado quando cheguei. Pude enfim pegar suas
mãozinhas com as minhas, conversar baixinho com ele.
Lembro perfeitamente da sua expressão quando lhe
disse: — Oi, meu passarinho, que bom te ver acordado.
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Mamãe te ama muito, e sei que você é forte e vai
melhorar para voltarmos para casa.
Eternizei em minha memória aquele momento.
Ele olhava para mim e sabia quem eu era, e o quanto eu
o queria em meus braços.
Ao sair do hospital, liguei para minha filhota e
dei a maravilhosa notícia. Ela a transmitiu para os demais
familiares e amigos. Naquela mesma tarde, tive uma
sessão com a psicóloga da equipe. Ela sugeriu que eu
escrevesse uma carta para meu filhinho. Eu disse a ela
que carregava minha ultrassonografia morfológica
comigo e, quando não estava no hospital, ficava olhando
aquela imagem. Ele era igualzinho, e a mana poderia
fazer isso também, mandar via w******p, e mais tarde
eu poderia ler para ele. Isso ajudaria na sua recuperação.
Aqui deixo escritas na íntegra as cartas por mim
dirigidas ao meu filho e da sua irmã também, para que
vocês possam lê-las
Eu já tinha percebido que tinha algo muito estranho rolando e isso tudo era culpa de Antonio e de todos que estão junto dele.
Eu estava em um carro que não era o meu, um carro alugado, na rua da confeitaria de Fabiene, somente agardando ver se ela iria para algum lugar.
Ela sai da confeitaria e entra no carro, eu abro um sorriso, alguma coisa eu iria descobrir hoje, então eu a sigo por longa uma hora e meia, sempre mantendo a distancia, estaciono o carro longe e saio a pé, a gente estava tipo de um parque tinha algumas pessoas mas poucas, mas de longe eu vejo o meu maior medo.
Vejo Antonio abraçando ela, os dois se beijando, nesse momento , era como se eu tivesse perdido totalmente as forças do meu corpo, eu me sinto tonta, enjoada e até mesmo vomito, as lagrimas começam a descer sobre o meu rosto.
Eu chorei por eel, eu fiquei em luto por ele, eu parei a minha vida por ele, para que? Para encontrar ele com outra , após ser dado como morto, para descobrir que ele sempre foi casado, que ele tinha uma outra mulher, eu me abaixo no chão encostada na árvore, as lagrimas caiam sobre o meu rosto o tempo todo, eu estava me sentindo podre, fraca, eu estava me sentindo o pior ser humano do mundo.
Eu queria ir até lá e fazer um escândalo, acabar com ele, ir para cima dele, mas eu não o conhecia, eu não sabia quem ele era de verdade e o porque ele s eenvolveu comigo, porque ele mentiu para mim, porque ele me escondeu tanta coisa, me traiu, porque ele me usou , quem ele era de verdade e o que ele sempre quis comigo?
Eu fui i****a, acreditei que o mundo estava contra nós mas na verdade, era ele que estava contra, se não for ele que estava me enviando a sporcarias da smensagens, não era nada.
Nesse momento , eu percebo que tudo que eu estava pensando dele, era verdade, Antonio era um crápula, um nojento, era um monstro.
Mas eu não ia dar o gosto dele me ver chorando, dele me ver implorando por satisfação, de ver ele me vendo sofrer, não ia, não ia mais dar esse gosto para ele.
Eu iria acabar com ele da pior forma possível e eu já sabia como fazer isso, eu já sabia como agir e qual seria o meu plano.