9

1003 Palavras
Foi assim que fiquei amiga de três mulheres incríveis, batalhadoras, guerreiras: a Josi, a Fran e a Letícia, todas com uma história diferente, porém com o mesmo motivo. No final daquela semana, a UTI estava lotada, com dez criancinhas que lutavam para sobreviver. Houve um episódio em que todas as mães estavam ansiosas para entrar e ver seus filhinhos, mas não nos foi permitido. Naquela noite, um dos bebês estava muito m*l, e não nos deixaram entrar. Desabei, pensei que era meu filho que estava m*l, comecei a tremer. Eu estava só, comecei a ter uma crise de ansiedade. Foi então que a enfermeira chefe se dirigiu até mim, perguntou se 65 eu estava bem e que não era para me preocupar, pois meu bebê continuava estável. Se eu precisasse fazer a ordenha, ela me deixaria entrar somente na salinha. Disse que sim, se fosse possível, pois meus s***s estavam ficando empedrados. Ela me pediu que quando eu visse a Josi e o marido dela, dissesse a eles que não fossem embora, que aguardassem na sala de espera que o médico queria conversar com eles. Foi aí que descobri que era o bebê deles que estava passando m*l. Havíamos ficado amigas, a Josi e eu. Nós duas estávamos sempre juntas. Ela me havia dito que naquela noite iriam chegar mais tarde, por isso a enfermeira me deixou entrar e fazer a ordenha. Vinte minutos depois, ao sair da sala de ordenha, encontrei minha nova amiga, e ela me perguntou por que os outros pais não haviam chegado. Foi aí que expliquei que naquela noite não nos deixariam entrar para ver os bebês, e que eu só pude entrar para fazer a ordenha, pois haveria um procedimento médico a ser feito em um dos pequenos. 66 Era só isso que eu sabia. Passei o recado da enfermeira para que eles esperassem ali para conversar e saí do hospital muito triste, imaginando ser o bebê dela naquela situação. Para minha surpresa, cheguei naquela manhã quente ao hospital como de costume, e ao entrar na UTI, notei que meu bebezinho estava sem os tubos. Ele conseguia respirar sozinho, sem ajuda dos aparelhos. Fiquei muito emocionada, meu coração disparou de tanta alegria, eu não cabia em mim de tanta felicidade. Quanto ao pezinho dele, a recuperação era ainda mais lenta. Tinha que sarar de dentro para fora, era como uma queimadura de terceiro grau. Naquela manhã, ele estava acordado quando cheguei. Pude enfim pegar suas mãozinhas com as minhas, conversar baixinho com ele. Lembro perfeitamente da sua expressão quando lhe disse: — Oi, meu passarinho, que bom te ver acordado. 67 Mamãe te ama muito, e sei que você é forte e vai melhorar para voltarmos para casa. Eternizei em minha memória aquele momento. Ele olhava para mim e sabia quem eu era, e o quanto eu o queria em meus braços. Ao sair do hospital, liguei para minha filhota e dei a maravilhosa notícia. Ela a transmitiu para os demais familiares e amigos. Naquela mesma tarde, tive uma sessão com a psicóloga da equipe. Ela sugeriu que eu escrevesse uma carta para meu filhinho. Eu disse a ela que carregava minha ultrassonografia morfológica comigo e, quando não estava no hospital, ficava olhando aquela imagem. Ele era igualzinho, e a mana poderia fazer isso também, mandar via w******p, e mais tarde eu poderia ler para ele. Isso ajudaria na sua recuperação. Aqui deixo escritas na íntegra as cartas por mim dirigidas ao meu filho e da sua irmã também, para que vocês possam lê-las Eu já tinha percebido que tinha algo muito estranho rolando e isso tudo era culpa de Antonio e de todos que estão junto dele. Eu estava em um carro que não era o meu, um carro alugado, na rua da confeitaria de Fabiene, somente agardando ver se ela iria para algum lugar. Ela sai da confeitaria e entra no carro, eu abro um sorriso, alguma coisa eu iria descobrir hoje, então eu a sigo por longa uma hora e meia, sempre mantendo a distancia, estaciono o carro longe e saio a pé, a gente estava tipo de um parque tinha algumas pessoas mas poucas, mas de longe eu vejo o meu maior medo. Vejo Antonio abraçando ela, os dois se beijando, nesse momento , era como se eu tivesse perdido totalmente as forças do meu corpo, eu me sinto tonta, enjoada e até mesmo vomito, as lagrimas começam a descer sobre o meu rosto. Eu chorei por eel, eu fiquei em luto por ele, eu parei a minha vida por ele, para que? Para encontrar ele com outra , após ser dado como morto, para descobrir que ele sempre foi casado, que ele tinha uma outra mulher, eu me abaixo no chão encostada na árvore, as lagrimas caiam sobre o meu rosto o tempo todo, eu estava me sentindo podre, fraca, eu estava me sentindo o pior ser humano do mundo. Eu queria ir até lá e fazer um escândalo, acabar com ele, ir para cima dele, mas eu não o conhecia, eu não sabia quem ele era de verdade e o porque ele s eenvolveu comigo, porque ele mentiu para mim, porque ele me escondeu tanta coisa, me traiu, porque ele me usou , quem ele era de verdade e o que ele sempre quis comigo? Eu fui i****a, acreditei que o mundo estava contra nós mas na verdade, era ele que estava contra, se não for ele que estava me enviando a sporcarias da smensagens, não era nada. Nesse momento , eu percebo que tudo que eu estava pensando dele, era verdade, Antonio era um crápula, um nojento, era um monstro. Mas eu não ia dar o gosto dele me ver chorando, dele me ver implorando por satisfação, de ver ele me vendo sofrer, não ia, não ia mais dar esse gosto para ele. Eu iria acabar com ele da pior forma possível e eu já sabia como fazer isso, eu já sabia como agir e qual seria o meu plano.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR