Olho para a porta, vendo aquele ser humano loiro, com um sorriso amarelo.
- Mas que p***a, pai?! - Blake bufa, saindo de cima de mim e sentando na cama.
- Eu sabia! - Ouço Sammy gritar e logo escuto a risada do mesmo.
Me sento na cama, respirando fundo. Passo as mãos por meus cabelos e Blake me encara.
- Quem é que o seu filho estava quase comen... - Sammy para na porta e assim que me vê, seu sorriso desaparece. Dou um sorriso sem mostrar os dentes. - TENERIFE SEA WILKINSON CANIFF, QUE p***a É ESSA?! - Grita e eu bufo, me deitando na cama novamente.
Ouço Blake segurar uma risada e fecho os olhos.
- E você, garoto?! Tá rindo de que?! - Sammy grita, vindo até nós, mas Johnson entra em sua frente.
- Sem agressão, Wilk. - O mesmo diz, com um sorriso amarelo e meu pai solta uma risada irônica.
Blake me encara e eu arqueio uma sobrancelha, voltando a olhar para Sammy.
- Eu ainda não comecei com a agressão, Johnson. - Sorri cínico e tenta avançar alguns passos.
- Será que dá pra parar com o drama? - O encaro, me sentando na cama.
Johnson se vira para mim, pressionando os lábios, tentando segurar uma risada.
- Ai meu bebezinho, desculpa... - Sammy diz, vindo até mim e se senta ao meu lado, me abraçando. - Você sabe que o papai se preocupa com você, meu anjinho. - Acaricia meus cabelos e eu escuto Blake segurar uma risada, assim como Johnson.
Meu pai sempre foi muito carinhoso comigo.
E não. Isso não é só ele fazendo gracinha.
Ele sempre tem esses ataques de ciúmes, mas depois sempre pede desculpas. Do jeito especial dele, é claro.
Algumas pessoas acham que isso é infantil demais, mas sinceramente, eu não me importo.
Amo quando o meu pai demonstra o amor que ele sente por mim. Assim como minha mãe.
Eu não ligo que eles me abracem demais, ou me beijem demais, pelo contrário, eu amo quando eles fazem isso.
- Eu sei, papai... - Sorrio em seguida e ele se afasta, me encarando.
Sammy acaricia meu rosto com uma das mãos e eu levo meu olhar até Blake, que agora nos observava atentamente.
Sammy também leva seu olhar até o loiro e logo me encara novamente.
- E a senhorita pode fazer o favor de por uma blusa, tá. - Diz e eu reviro os olhos, sorrindo de lado. - E você, garoto... - Encara Blake, que sorri de lado, como se fosse um anjo. - Nada de ficar olhando pros p****s da minha filha. - Semicerra os olhos. - Pelo menos não enquanto eu estou perto. - Dá os ombros e Blake solta uma risada abafada, assim como eu.
- Meu Deus... Por que o Johnson gritou? - Tia Nina e minha mãe aparecem na porta do quarto e assim que me vê, Alaska solta uma risada.
- Não acredito que vocês estavam gritando por causa disso. - Diz, encarando Johnson e depois Sammy. - Vocês nunca viram duas pessoas transando? - Franze o cenho. - Jesus... - Murmura e entra no quarto. - Vocês dois, vamos sair daqui... - Pega na mão de Sammy, fazendo o mesmo se levantar e em seguida pega na mão de Johnson. - Me desculpem, crianças... - Sorri amarelo. - Desculpem se vocês tem pais que são empata f**a.
- Ei! - Sammy franze o cenho, encarando Alaska.
- Cala a boca, Sammy. Ela tá certa. - Nina diz e Sammy a encara. - E você sabe disso... - Semicerrou os olhos, sorrindo de lado.
Sammy tomou fôlego para dizer alguma coisa, mas logo desistiu, soltando um suspiro.
- Eu estou certa, amigão. - Alaska diz, dando dois tapinhas no ombro de Sammy.
- Será que vocês podem sair agora? - Pergunto, sorrindo, sem mostrar os dentes e todos me encaram.
- Ah, claro filha... - Alaska sorri. - Vamos embora, meninos. Andem logo. - Diz, entredentes e os dois vão em direção à porta. - E por que é que vocês não trancaram a porta? - Franze o cenho, nos encarando.
- É, Blake... - Sorrio cínica para o mesmo. - Por que você não trancou a porta do seu quarto? - Inclino um pouco a cabeça para o lado, encarando o loiro.
- E eu ia saber que a gente ia t*****r? - Franze o cenho e Alaska solta uma risada abafada.
- Não tenho dúvidas que você é filho do Johnson. - Respiro fundo.
- Por que? - Tio J pergunta, me encarando e eu tomo fôlego para dizer, mas desisto, escutando a risada de Nina.
- Nada, tio Johnson. - Sorrio sem mostrar os dentes. - Nada... - Arqueio as sobrancelhas.
- Vocês deviam aprender que, se tratando desse quarto e do outro... - Aponta para o meu. - É sempre bom trancar as portas. - Alaska pisca para nós e eu faço uma careta.
- Mãe! Não preciso ficar sabendo toda a vez que vocês transavam nesses quartos. - Escuto as risadas da mesma, acompanhada pelas de Johnson, Sammy e Nina.
- Tá bem, tá bem... - Diz, indo até a porta. - E mais uma vez, desculpem seus pais. - Sorri sem mostrar os dentes e fecha a porta.