Os dias se misturavam em uma febre. Paixão quente. Cuidado obsessivo. Isabela parecia ter medo de tudo, até de sair de casa. O medo tinha cheiro de perfume caro e culpa. — Eu preciso treinar, Bela. Preciso voltar à ativa. — Mas você está melhor, não sente mais vontade de usar aquelas coisas, sente? — Não. — Então fica comigo. A súplica dela era uma âncora que o prendia. O ciúme era evidente, a insegurança a cobria como uma segunda pele. Foi em uma dessas noites de rendição que a memória o atingiu como um choque. Isabela se ajoelhou. Pediu por ele. Puxou a roupa de Lucca com urgência. A necessidade dela era tão avassaladora quanto a atração. Mas, naquele instante, ele não viu Isabela. Viu Wanda. Reviveu a sensação, o nojo, a voz dela. — Pode me chamar de Bela, eu não me impo

