Não consegui dormir depois dessa noite horrível que tive.
ele me machucou,me usou e depois mandou eu sair do quarto.
joguei a roupa que ele rasgou fora,era minha roupa de trabalho,e vesti a roupa de ir embora.
Eu não volto aqui nunca mais,vou ligar pra empresa e pedir troca,
claro que não vou falar o que aconteceu, até porque ele ameaçou minha família ontem e não sei só que esse homem é capaz.
pego minhas coisas depois de me arrumar e saio do quarto em direção a saída.
Passo pelo corredor que liga a sala de jantar com a saída dos funcionários e a cozinha.
ele está lá tomando café, me encara e eu abaixo a cabeça e ameaço seguir andando só que uma voz autoritária me para.
_Onde pensa que vai?
não digo nada mas continuo imóvel pois pareço está em choque só com a presença dele.
_Não acredito que ficou surda de ontem para hoje?
anda responda.
_minha rendição já chegou,estou indo pra casa.
falo quase inaudível porém ele escuta muito bem.
_sente-se comigo e tome café.
depois o motorista irá te levar em casa.
_Não tenho fome e também não é necessário, vou pegar o metrô.
ele bate na parede bem ao meu lado me assustando e ao mesmo tempo me encurralando entre a parede,com a mão fechada ainda em forma de soco grudada na parede ele começa a falar:
_Por que você não pode simplesmente obedecer o que eu falo?
essa sua mania de discordar me deixa puto.
senta nessa p***a dessa cadeira e tome café comigo.
sem ter o que fazer eu sento e fico ali imóvel com uma lágrima descendo em meu rosto involuntariamente.
e logo ele percebe.
_Você agora vai ter uma vida diferente de antes, acho melhor se acostumar.
se souber me agradar terá tudo que quiser.
continuo calada.
Ele põe suco no meu copo e manda eu tomar e comer algo.
eu tomo o suco tremendo inteira.
fica me olhando como se soubesse os meus pensamentos mais profundos e é torturante.
porém logo depois ele se levanta e sai , só ouço dizer:
_o motorista vai te esperar,eu te levaria mas você está muito tensa.
senti um leve sarcasmo na sua voz.
espero alguns minutos e saio, não fui cm o motorista,embora o motorista insistisse muito.
peguei o metrô e fui em direção a minha casa decidida a nunca mais colocar os pés naquela casa.
quando chego ligo para a empresa me mudar de residência pois não me adaptei a casa.
consegui resolver e fiquei mais tranquila.