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1041 Palavras

Entro em desespero com o corpo dele por cima de mim e eu não consigo tira-lo de cima. Passo a mão na testa tirando o sangue. Sol: Amor? Acorda! Com muito custo consigo rolar ele para o lado e olho o buraco no peito atravessado, sinto suas mãos geladas e eu grito de desespero, grito como se meu peito tivesse rasgado ao meio e o filme da minha vida passa diante dos meus olhos, todos os momentos bons com ele. Dessa vez não tinha teatro, tatuagem ou tão pouco sangue falso. Ele está ali, desfalecido em minha frente. Não consigo ouvir seu coração bater e nem consigo sentir sua pulsação. Ouço os passos correndo no beco e sinto alívio em ver meu pai e Vicente. Que me olha já com a mão na cabeça e eu com ele ali, sua cabeça apoiada em meu copo com a boca já pálida e sangue que insistia em jorra

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