Cheguei no hotel que minha irmã reservou, ele é simples, mas muito fofo. A recepcionista é muito simpática, já me senti em casa. O hotel é próximo de uma praia chamada Playa Las Perlas, a recepcionista falou que ela não é muito frequentada por turistas, isso é ótimo pra mim, o mar é limpinho e tranquilo, que mais parece uma piscina natural. Então depois de anos vamos pra praia. Troquei de roupa, coloquei um biquini não muito fio dental, mas não grande, tamanho médio, ele é azul e lilás, a cara da minha irmã (risos), peguei minha bolsa, coloquei uma saída de praia, minha carteira e no caminho compro protetor solar.
No Brasil...
*Luiz Gustavo*
Já são 22hs e nada daquela filha da mãe chegar, eu ligo e o celular está dando caixa postal, se ela pensa que vai fugir de mim está muito enganada, nem que eu tenha que quebrar aquela casa inteira, eu vou traze-la de volta. Ela é minha, só minha. Eu a amo demais, sei que as vezes eu ultrapasso o limite, mas ela é minha, eu jamais quero o m*l dela, não quero ela longe de mim, e só de imaginar ela com outro homem eu fico louco. Não costumo usar drogas, mas hoje eu estou louco de preocupação então vou abrir uma exceção, eu acho que vou ficar louco se ela não voltar pra mim. Assim que cheiro uma carreira vou para a casa dos meus sogros, chego buzinando que nem um louco.
– Que isso Luiz está louco rapaz? - Minha sogra se faz de desentendida.
– Chama ela pra mim, eu vim busca-la.
– Buscar quem doido.
– Não adianta esconder ela, ela é minha esposa. GABI, GABRIELA, VAMOS AMOR PRA CASA.
– A Gabi não está em casa, ela já foi embora a horas. - Diz o meu sogro.
Eles estão de complô escondendo-a, eu sei que ela está ai, ela não conhece ninguém.
– NÃO MINTAM PRA MIM, AMOR EU PROMETO QUE NÃO VOU FAZER NADA, VOLTA PRA CASA!
– Como assim não vai fazer nada? Você está batendo na minha filha? Não você não seria louco pra isso. - Meu sogro me ameaça com o olhar.
– Cadê a Gabriela. - Falo enfrentando o Jhonny, meu sogro.
– O que você fez a minha filha? - Ele pergunta e o mesmo ódio dos meus olhos refletem nos dele.
– Ela não está aqui, saiu com a Maju.
Se ela vier pra casa eu aviso você, agora acho melhor sair da minha casa.
– Quem você pensa que é para falar assim comigo?
Nisso ela me da um soco na boca, e antes que eu possa revidar o Jhonny me pega e me joga pra fora dos portões.
– Acho melhor ir embora, antes que eu mesmo mate você, seu lixo.
– Vão se arrepender disso, escute o que estou falando, e a Gabi vai voltar para mim, ELA É MINHA MULHER, não faz mais parte da sua família.
– Ela sempre será a minha família. - Grita a minha sogra.
Pego o carro e começo a andar pela cidade, tentando encontrá-la.
– Onde você está meu amor?
*Maju*
Estou tão feliz que minha irmã finalmente resolveu ir embora, estou me sentindo mais leve, mais tranquila, eu era a única que sabia o que acontecia com ela. Assim que deixo ela no aeroporto, vou pra casa da minha amiga, ela mora na comunidade Esperança, vou deixar as coisas certas pra quando minha irmã voltar.
– Oi Gata, tudo bem?
– Oi amore e sua irmã? Deu certo? - Diz a Jenne, minha melhor amiga.
– Graças a Deus deu sim, ela já está a caminho de Cancun, mas amiga está certo mesmo o quarto pra ela?
– Tá sim amor, já está reservadinho pra ela.
– Ótimo, preciso de um favorzão.
– Diga gata.
– Preciso dar um fim no carro da minha irmã.
– Vou chamar o meu primo, pra ver se ele nos ajuda. - Ela pega o celular e liga para o tal primo, ela coloca no viva voz.
– Primo lindo no meu coração.
– Solta a fita Jenne, tá corrido hoje.
– Tenho uma amiga que precisa dar um fim no carro da irmã dela, tá afim de comprar?
– Não quero rolo pro meu lado.
– Primo tem até documento.
– Porque ela quer vender?
– A irmã dela apanha do marido, foi pra Cancun fugida, então ela precisa de dinheiro pra enviar para a irmã.
– Eu fico louco com esses filhos da p**a que bate na mulher, eu compro, manda ela trazer o carro aqui na boca.
– Obrigada primo, estamos indo.
– Já é. - Ela desliga a ligação.
Eu nunca tinha ido pra boca, estava me cagando (risos), mas com cara de paisagem.
– Que se qué Jenne?
– PJ tá me esperando.
– Já é, vou avisar ele.
– p***a que gatinho amiga - cochicho para a Jenne.
– Mais não vale um real. - Ela diz rindo e nós duas gargalhamos.
– Ele pediu pra entrar
Entramos era uma sala, dividida em duas salas, uma tinha o tal do PJ sentado em uma cadeira, com os pés na mesa fumando um baseado.
– E ai mina, a fita é quente?
– É sim, mas só tem um problema.
– E qual é? - ele pergunta sério.
– Minha irmã é casada com o delegado Luiz Fernando de Mirabel.
– p***a mina.
Ele coça a cabeça com a arma, e tô pra falar que não passa uma agulha (risos).
– Tu acha que tem rastreador?
– Não tenho certeza, mas meu cunhado é obcecado por ela, então a chance é grande.
– Que carro é?
– Um Jeep 2020
– OK, eu vou olhar.
Ele pega um aparelho e sai, e nós o seguimos, ele passa o aparelho no carro e de repente começa apitar.
– Tá aqui, JC, limpa o carro, tem rastreador, mas não desmancha, vai ficar pra boca.
Ele vira pra mim
– Vem pegar seu dinheiro mina.
O seguimos de volta pra salinha e ele fala
– De tabela é 92mil, mas como sei que a mina precisa, vou pagar 100 p*u.
Ele pega um bolo de dinheiro e me entrega, eu fico em choque, nunca vi tanto dinheiro na minha vida, ele percebe e fala.
– Pega pô, é de coração, não vai fazer falta.
Maju: – Obr... Obrigada.
– Já é, agora vaza.
Eu coloquei o dinheiro na bolsa, e descemos pra casa da Jenne.