Clara respirou fundo antes de começar a ler o documento em voz alta. Havia algo no ar que a deixava nervosa, não apenas pela formalidade da situação, mas também pela tensão palpável entre Rafael e Douglas. Ela não sabia ao certo o que havia acontecido antes de chegar à sala, mas a atmosfera densa era inegável. Sentada ao lado de Rafael, Clara começou a ler as primeiras linhas do contrato, tentando manter o foco nas palavras técnicas que preenchiam as páginas. "Autorização para a expansão da obra no complexo industrial..." Clara começou, sua voz firme apesar da hesitação que sentia. Ela leu a primeira cláusula com cuidado, ciente de que Rafael não podia ver, mas confiava plenamente em sua análise. Douglas, no entanto, não estava disposto a deixar a leitura correr sem interrupções. Ele par

