O ambiente ao redor de Rafael pulsava com a energia seca e cortante de um dia comum, um cenário que ele já conhecia de cor e salteado. Contudo, naquela manhã específica, algo no ar parecia mudar. Enquanto permanecia sentado na cama da clínica, ouvindo os sons ao seu redor, sentindo os raios de sol se esgueirando entre as sombras dos prédios. Ele imaginava se as cores do dia pareciam desbotadas, assim como suas emoções; como se o próprio mundo estivesse conectado à sua indiferença. O silêncio da sala era interrompido apenas pelo som agudo do monitor cardíaco, criando um ar de expectativa opressiva. Rafael, que sempre controlara cada aspecto de sua vida com maestria, se viu acuado pela fragilidade daquela situação. O verdadeiro problema vinha de dentro, escondido sob a superfície da sua fac

