Clara chegou ao orfanato Luz do Amanhã por volta das dez da manhã, estacionando o carro em frente ao grande portão de ferro que já conhecia bem. O prédio era acolhedor, com paredes pintadas de amarelo claro e janelas grandes de onde se podia ouvir a algazarra das crianças. Um pequeno jardim florido adornava a entrada, com canteiros bem cuidados e uma grande árvore de Natal sendo montada no centro do pátio. Ao passar pelo portão, Clara foi recebida por Irmã Beatriz, uma mulher de meia-idade, rosto sereno e um sorriso caloroso que nunca abandonava seus lábios. Ela vestia seu hábito azul-escuro, com um avental branco por cima, como de costume. "Clara, minha querida, que bom tê-la de volta!" Irmã Beatriz abriu os braços, e Clara aceitou o abraço com um sorriso. "Estou feliz por estar aqui,

