Sem tirar os olhos da tela, ele apertou a mandíbula. A tensão aumentou. Belle tinha se superado. Tentara matar Clara com um remédio letal, e o líquido que ela injetou na seringa poderia ter acabado com a vida de Clara em questão de minutos, se não fosse por sua sorte. Rafael fez uma respiração profunda, o fôlego preso no peito. A visão do ataque ainda o consumia, e ele sabia que sua vingança não seria apenas um ato de justiça, mas de necessidade. Belle precisava pagar. Ela precisava entender o que era cruzar a linha com Clara. O carro desacelerou, e Rafael finalmente olhou pela janela. Eles estavam agora no Brooklyn, na parte mais sombria e duvidosa do bairro. O ambiente hostil ao redor não parecia afetar nem um pouco Rafael, que desceu do veículo sem hesitar. O motorista se manteve em si

