Rafael chegou em casa com passos firmes, mas a mente distante, ainda imersa nas revelações contidas na carta de sua mãe. A noite havia caído, e ele esperava encontrar Clara à sua espera, como de costume. A visão de Dona Maria sentada na sala, com o semblante ligeiramente tenso, chamou sua atenção. “Dona Maria,” ele começou, enquanto tirava o paletó e o jogava sobre o braço do sofá. “Clara já voltou?” A governanta hesitou por um instante, um sorriso nervoso surgindo em seus lábios. “Ainda não, senhor Rafael. Mas deve estar a caminho.” Rafael sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Clara raramente atrasava e sempre avisava quando algo acontecia. Ele estreitou os olhos, o desconforto crescendo em seu peito. Pegou o celular no bolso e discou rapidamente o número do chefe de segurança de

