A madrugada avançava em silêncio na cidade adormecida, mas Mateo não conseguia dormir. Deitado na cama enorme e impecável de seu apartamento luxuoso, o lençol m*l amarrotado sob seu corpo contrastava com o caos em sua mente. Fechava os olhos, mas tudo que via era Isabela. Seu sorriso tímido, seus olhos intensos, o som da sua voz ao defender com paixão o Projeto Ômega. E, acima de tudo, a lembrança do corpo dela sob o seu, a pele quente e receptiva, o gosto do beijo que ainda queimava em sua memória. Era tortura. Levantou-se num impulso, pegou as chaves do carro e desceu sem pensar duas vezes. Nem se preocupou com o horário ou com o que diria. Só sabia que precisava vê-la. Precisava tocá-la de novo. Isabela estava enrolada em um lençol velho, deitada no colchão que ainda repousava sobre

