A manhã começou com um envelope pardo sobre a mesa do advogado da família Bianchi. O carimbo vermelho, quase agressivo, dizia “URGENTE”. Dentro, o pedido do Ministério Público Federal: quebra de sigilo bancário e telefônico de Mateo Bianchi pelos últimos dezoito meses, com extensão para comunicações internas da Guardian em períodos “considerados sensíveis”. — Vieram com a mão pesada — murmurou o advogado, ajustando os óculos enquanto mostrava o documento a Mateo. — O promotor sustentou “indícios de coordenação indevida” após a morte de Alex Gibson. Eles querem ver se houve interferência da empresa para obstruir investigações. Mateo manteve a postura, mas a boca contraiu num traço fino. — E você? — perguntou, sem rodeios. — Tecnicamente é robusto. Politicamente… é um movimento para te t

