Mateo segurava o envelope entre os dedos como se fosse uma relíquia preciosa e uma ameaça ao mesmo tempo. Seu peito estava apertado. Algo dentro dele dizia que aquela carta mudaria tudo — ou traria um fim definitivo. Sentou-se no sofá da sala da presidência, a luz da tarde filtrando pelas janelas altas, enquanto Lorenzo observava de longe, respeitando o silêncio quase sagrado que pairava no ar. Mateo não abriu o envelope de imediato. Passou os dedos pela borda, como se pudesse decifrar seu conteúdo apenas pelo tato. O medo o consumia. Medo do que iria ler. Medo de descobrir que ela não queria mais vê-lo. Medo de que, por não ter conseguido protegê-la, Isabela tivesse perdido a fé nele. Com um gesto hesitante, finalmente rompeu o lacre e retirou as folhas cuidadosamente dobradas. Reconhec

