O apartamento estava silencioso, como se respeitasse a intensidade do momento. Mateo e Alice permaneciam frente a frente, o ar denso entre eles, os olhos dizendo mais do que qualquer palavra. Quando ele a envolveu nos braços, como fizera há instantes, o mundo pareceu se afastar. Mas agora havia algo a mais: o toque era mais profundo, os lábios se procuravam com urgência e reverência. Os beijos, inicialmente lentos, se intensificaram. As mãos dele repousaram sobre o rosto dela, depois desceram pelas costas, firmes e cuidadosas. Ela retribuía com entrega. A saudade, o medo, o amor e o desejo acumulados durante meses explodiam em cada gesto. Alice levou as mãos ao colarinho da camisa de Mateo, desabotoando com delicadeza. Ele desceu beijos pelo pescoço dela, puxando-a para mais perto. O cor

