Sombra Narrando A casa ainda tinha cheiro de recém-nascido, de leite, de coisa nova. Tudo era pequeno, silencioso, frágil. A Alessandra tava lá desde cedo ajudando a Isabelly, andando de um lado pro outro com ele no colo enquanto ela tentava dormir um pouco. Antes de sair, parei na porta do quarto. A Isabelly tava deitada, exausta, mas em paz. A Alessandra me olhou e assentiu, como quem diz vai tranquilo. Alessandra: Qualquer coisa eu ligo – ela falou baixo. Assenti, mas a verdade é que eu não tava tranquilo. O telefone já tinha tocado antes mesmo de eu descer a escada. Reunião final. O caminho até lá parecia mais longo do que nunca. Não por medo. Mas porque eu sabia exatamente o que ia acontecer. Quando cheguei, o clima tava fechado. Nada de conversa jogada fora. Nada de indireta

