cap 12 tu brinca com fogo

741 Palavras
Isabelly Narrando Fiquei ali sozinha no carro, com a mão apoiada na janela, sentindo o vento fraco da noite bater no rosto. Os pensamentos embaralhados, o coração inquieto. A forma como ele me olhava, o jeito calmo, mas direto... era diferente. Ele não tentava me impressionar. Ele me observava. Como quem enxerga mais do que eu costumo mostrar. Uns minutos depois, a porta do carro abriu devagar. Era ele. Sombra - Desculpa a demora. – disse, entrando e fechando a porta com cuidado. – Resolvi rapidinho. Assenti com a cabeça, tentando manter a pose. Mas por dentro, tava tudo virado. A presença dele preenchia o espaço, como se tudo que tivesse fora do carro tivesse deixado de existir. Sombra - Tu tá bem? – ele perguntou, virando um pouco o corpo pra mim. Isabelly - Tô. Só pensando. Sombra - Pensando no quê? – ele falou num tom mais baixo, como se não quisesse assustar o momento. Virei devagar pra ele, encostando no banco. Isabelly - Que talvez... eu devesse ir embora antes de complicar as coisas. Ele não respondeu de imediato. Só me olhou. Firme. Como se estivesse lendo tudo que eu tava tentando esconder. Depois soltou um leve riso pelo nariz, e disse: Sombra - Tem coisa que já tá complicada faz tempo, só que a gente finge que não vê. Engoli seco. Ele se inclinou um pouco. Não muito. Só o suficiente pra encurtar a distância entre a gente. E nesse meio segundo de silêncio, entre a respiração dele e a minha, entre o que eu queria e o que eu temia, alguma coisa em mim cedeu. Sombra - Se tu quiser ir... eu te levo. Mas não mente dizendo que é só pra não complicar. Porque tu também tá aqui sentindo. – ele disse, baixo, com a voz firme. Olhei nos olhos dele. Sem fugir. Isabelly - Eu sei. E antes que eu pudesse pensar em mais nada, ele se aproximou de novo. Devagar. Como se pedisse permissão só com o olhar. E eu deixei. Nossos lábios se encontraram num beijo calmo, mas intenso. Não foi apressado, nem afoito. Foi firme, com intenção. A mão dele veio devagar na minha nuca, e eu me inclinei um pouco mais. Era como se tudo parasse ali: o tempo, o medo, os sons lá fora. Só existia aquele beijo e o calor dele me puxando pra perto. Quando a gente se afastou, os olhos dele ainda estavam nos meus. Como se procurasse alguma dúvida no meu rosto. Mas não tinha. Só uma certeza silenciosa de que, a partir dali, nada seria mais igual. Naquela noite, entre o som distante da cidade e a respiração dividida no carro parado, alguma coisa entre a gente começou. Silenciosa. Mas forte. Ele me puxa para mais um beijo. O beijo ainda ardia nos meus lábios. A mão dele continuava ali, firme na minha cintura, como se não quisesse me soltar. O carro tava parado, a rua quase deserta, só o som baixo do rádio misturado com o barulho abafado da nossa respiração. Sombra me olhava como se quisesse me decifrar, mas com desejo claro nos olhos. O tipo de olhar que acende tudo dentro da gente, que faz o coração bater no pescoço e o corpo inteiro responder. Sombra - Tu brinca com fogo, Isabelly... – ele murmurou, a voz rouca, grave, carregada. Isabelly - Quem disse que eu tenho medo de me queimar? – rebatí num sussurro, sentindo meu peito subir e descer acelerado. Ele sorriu, daquele jeito de quem sabe exatamente o efeito que tem. As mãos dele subiram pelas minhas coxas, quentes, firmes, e eu já tava por cima, com as pernas uma de cada lado dele, a gente encaixado ali no banco como se fosse feito pra isso. Meus quadris se mexeram de leve, sem querer ou querendo demais. A reação dele foi imediata. Um suspiro pesado, a mão apertando ainda mais minha cintura, o corpo se curvando contra o meu. Sombra - Tu é uma desgraçada, sabia? – ele disse perto do meu ouvido, a boca quase encostando. – Tu me deixa doido. Nossos lábios se encontraram de novo, e esse beijo... esse foi diferente. Tinha gosto de urgência, de desejo reprimido. Minha mão já tava dentro da camiseta dele, sentindo a pele quente, os músculos tensionados. Isabelly - Melhor a gente parar por aqui. – falei beijando o pescoço dele e ele dá um tapa na minha b***a.
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