LARA O silêncio daquele lugar era enganoso. A casa estava cercada por segurança, câmeras, homens armados tudo o que Dante chamava de “controle”. Mas eu sabia: o verdadeiro perigo não vinha de fora. Vinha das escolhas que eu estava prestes a fazer. A janela à minha frente refletia meu próprio rosto. Eu m*l reconhecia a mulher ali. Não era mais a filha ferida, nem a herdeira acuada. Havia algo diferente nos meus olhos. Frieza. Foco. Decisão. — Você não precisa fazer isso — Dante disse atrás de mim. A voz dele estava baixa, contida. Era assim que eu sabia que ele estava preocupado de verdade. — Eu preciso — respondi, sem me virar. — Eles só vão parar quando entenderem que eu não sou um ponto fraco. Ele se aproximou. Senti a presença antes do toque. Sempre sentia. — Lara… — E

