DANTE O nome não era meu. O rosto no espelho também não. Ainda assim, a dor essa era real. — Marco Rinaldi — disse o homem à minha frente, girando lentamente um copo de uísque. — Ou devo dizer Dante Moretti? Meu corpo inteiro se enrijeceu, mas o rosto permaneceu imóvel. Aprendi rápido que, naquele mundo, a reação matava antes da arma. — Se soubesse quem eu sou — respondi com desdém , não estaria me perguntando. O homem sorriu, Um sorriso de quem já matou sem sujar as mãos. — Gosto de você — disse. — Os homens que não imploram costumam durar mais. O lugar era um cassino clandestino nos arredores de Belgrado, Não havia janelas. O ar cheirava a dinheiro sujo e medo antigo. Ali não se jogava por sorte jogava-se por territórios, por rotas, por pessoas. E eu estava ali para
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