capítulo 5

1255 Palavras
Assim que Maria e Lucas chegarem em casa eles já podiam sentir a brisa suave que soprava pelos campos, trazendo consigo o cheiro característico da terra molhada. Ao chegarem à fazenda, encontraram os pais de Maria imersos em suas tarefas rotineiras, cuidando dos animais com dedicação e rapidez para que pudessem deixar todos obrigados por causa da chuva. O pai de Maria, com seu chapéu de palha e camisa suada, estava ocupado alimentando as galinhas no galinheiro, enquanto a mãe dela cuidava dos cabritos recém-nascidos, aquecendo-os com carinho. O barulho ritmado dos cascos dos cavalos ecoava pelo celeiro, onde alguns dos animais eram abrigados. Maria e Lucas se aproximaram, prontos para oferecer ajuda. Com um sorriso acolhedor, a mãe de Maria acenou para eles. — Oi queridos, que bom que vocês chegaram. — A senhora quer ajuda?— perguntou Lucas — Sim Lucas , uma ajudinha seria ótima. — ela fala sorrindo— Estamos nos preparando para a chegada da chuva. Precisamos garantir que todos os animais estejam confortáveis e bem cuidados. — Tudo bem mamãe, agente vai ajudar. Maria e Lucas se juntaram aos pais, mergulhando nas tarefas com entusiasmo. Juntos, escovaram os cavalos, limparam os estábulos e verificaram se todas as necessidades dos animais estavam atendidas. A atmosfera onde eles moravam estava impregnada de um senso de união e propósito. --- Quando eles terminaram entraram para dentro de casa e não demorou muito a chuva começou a cair com força, batendo nas telhas da casa como uma sinfonia intensa. Maria, Lucas e os pais dela, Joaquim e Sônia estavam sentados no sofá da sala vendo a chuva cair. E Sônia, com um sorriso gentil, olhou para Lucas e disse: — Lucas, querido, essa chuva parece que vai ser daquelas fortes e prolongadas. Ficar na outra casa durante isso seria arriscado. Por que não passa conosco esta noite aqui?— ela pergunta séria e preocupada e Lucas, agradecido pela preocupação, assentiu com um sorriso: — Muito obrigado, dona Sônia. Será um prazer passar a noite com vocês. — Ele fala e Joaquim assentiu, concordando com a decisão: — É uma escolha sensata, Lucas. A segurança vem em primeiro lugar.— fala Maria sorrindo e feliz Dentro da casa, o ambiente estava aquecido e aconchegante. O crepitar da lareira ecoava pela sala, criando uma atmosfera acolhedora e reconfortante. Lucas e Joaquim ficaram na sala conversando e Maria e sua mãe Sônia foram para a cozinha preparar o jantar. — O que foi filha? Porque está com essa carinha pensativa?— Sônia perguntou para filha que estava suspirando a cada minuto — Ah mãe, eu acabei sabendo de uma conversa hoje que me deixou um pouco pensativa e confusa. — Quer conversar? Quer conversar comigo? — Pode ser.— Maria fala ao terminar de cortar o tomate.— Ela olhou para mãe com um sorriso leve, mas em seus olhos mostravam uma mistura de surpresa e incertezas. — Vamos Maria, o que você quer me dizer. — Quando eu mais o Lucas estávamos voltando pra casa, ele ….— Sônia interrompe a filha — Não me diga que ele ficou em você? — O que? Claro que não mãe. É sobre o Thiago.— Maria fala e Sônia, agora mais aliviada, colocou a panela no fogão, e olhou para Maria com interesse e carinho. — Querida o que aconteceu? — O Lucas me contou que o Thiago gosta de mim. Eu fiquei um pouco surpresa, não esperava por isso e a Lorrane é quem gosta do Thiago, eu só vejo ele como um amigo.— Maria termina de falar baixo e sua mãe Sônia, com um olhar compreensivo, apoiou a mão sobre a de Maria. — Compreendo. E o que está passando pela sua cabeça agora ?— Sônia perguntou e Maria suspirou, olhando pela janela embaçada pela chuva. — Eu não sei ao certo, mãe. Acho que preciso de um tempo para processar tudo isso. Não quero magoar o Thiago, nem a Lorrane, e também eu acho que gosto de outra pessoa.— Sônia assentiu — É completamente compreensível, minha filha. O importante é ser honesta com os seus sentimentos, tanto para com você mesma quanto com o Thiago. Você saberá o que fazer quando o momento certo chegar. As duas se abraçaram, compartilhando um momento de conforto e confiança mútua. A chuva lá fora continuava a cair. Com a conversa entre Maria e Sônia concluída, mãe e filha voltaram a cozinhar unindo esforços para preparar o jantar. O aroma de ervas frescas e legumes recém-cortados permeia o ar, criando uma atmosfera reconfortante. Enquanto mexiam panelas e ajustavam os temperos, Maria e Sônia compartilhavam sorrisos cúmplices. Quando o jantar estava pronto, elas chamaram Lucas e Joaquim, que estavam conversando na sala, para se juntarem a elas à mesa. — Lucas, papai, o jantar está servido! Lucas e Joaquim se levantaram com entusiasmo, sentindo o aroma delicioso que pairava no ar. Sentaram-se à mesa, agradecendo pelo esforço de Maria e Sônia. — Parece maravilhoso, meninas. Obrigado por preparar essa deliciosa refeição.— fala Joaquim — Estou muito ansioso para provar.— Lucas fala — espero que você goste.— Maria fala sorrindo e enquanto compartilhavam o jantar, a conversa fluiu naturalmente entre eles. Riam e trocavam histórias, criando memórias preciosas juntos. Após o maravilhoso jantar, Maria levou Lucas até o quarto onde ele passaria a noite. O corredor estava iluminado por uma suave luz amarela, criando uma atmosfera aconchegante e tranquila. Maria abriu a porta do quarto com um sorriso caloroso. — Aqui está o quarto onde você ficará, Lucas. Espero que me sinta confortável aqui. Lucas entrou no quarto e olhou ao redor, admirando a simplicidade e o charme rústico do ambiente. — É um quarto encantador, Maria. Obrigado por me receber aqui. — Fico feliz que tenha gostado. Se precisar de alguma coisa, é só me chamar. O banheiro fica logo ali no final do corredor.— Lucas assentiu, agradecido pela hospitalidade. — Obrigado, Maria. Tenho certeza de que vou ter uma boa noite de sono aqui. Depois de se despedirem, Maria retornou para o restante da família, deixando Lucas no quarto para se acomodar e descansar. Depois de ficar um pouco com sua família, Maria caminhou até o seu próprio quarto, onde a luz suave de uma pequena lâmpada criava um ambiente tranquilo. As cortinas balançavam suavemente com a brisa noturna que entrava pela janela entreaberta. Maria se ajoelhou ao lado da cama, fechando os olhos e respirando profundamente. Ela sentia o calor das mãos entrelaçadas e uma sensação de serenidade tomava conta dela e começou a orar. — Querido Deus, agradeço por este dia e por todas as bênçãos que me cercam. Agradeço pela minha família e pela oportunidade de compartilhar momentos especiais com eles.— Ela pausou por um momento, sentindo a gravidade de suas palavras.— Senhor, hoje o Lucas me contou sobre os sentimentos do Thiago. Confesso que isso me pegou de surpresa e estou um pouco confusa. Peço a sua orientação e clareza em relação ao que devo fazer. Ajude-me a tomar a decisão certa, que seja boa para todos os envolvidos. Enquanto Maria orava, sentia uma sensação de paz e confiança começando a preencher seu coração. Ela sabia que, mesmo em meio à incerteza, Deus estava com ela, guiando seus passos. Após terminar sua oração, Maria se deitou na cama, olhando para o teto com os olhos brilhando pela luz da pequena lâmpada. A chuva lá fora continuava a cair, trazendo uma sensação de renovação e esperança.
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