O plano inicial era simplesmente uma transa casual arranjada no bar. Depois ele a convidou para passar a noite na sua casa e o dia seguinte. Agora, eles almoçavam juntos no refeitório da fazenda na mesma mesa que os peões. A comida foi arroz com carne seca e salada de alface e tomate. Heitor Leone era respeitado pelos vaqueiros, um tipo de respeito que se refletia também num olhar de devoção. ― De onde você é, garota? ― Perguntou o mais velho entre os vinte e poucos vaqueiros à mesa. ― Fica na tua, Armindo. ― Heitor o cortou sem dó nem piedade. ― Sei que vai mentir que conhece a mãe dela. Os demais gargalharam, dando tapinhas nas costas do camarada na faixa dos sessenta anos, que riu junto com eles. ― O patrão tá ligeiro hoje! ― E você é um galanteador. ― E gagá! ― Gritou outro,

