Capítulo 47

1266 Palavras

— Eu chamo ela. Mas ela está encrencada! — Lalinha disse, abrindo o portão. Natan, curioso, entrou. Parou na porta da sala, nostálgico. A casa era exatamente como a sua no passado: simples, com a pintura gasta e uma atmosfera de vida humilde. Lalinha correu até o banheiro, bateu na porta e gritou: — Tataaaa, seu amigo tá te chamando! Ela voltou com o pudim em um prato, sentou-se no sofá surrado e ofereceu: — Você quer um pedacinho? Eu divido. Não sou mesquinha. Entra, senta aqui. Não tem televisão, a gente vendeu. Pra me levar no médico caro, eu tô doente, sabe? Natan, curioso, recusou o pudim e perguntou: — O que você tem? Lalinha o olhou com a inocência de uma criança. — Não sei do quê. Ouvi minha mãe dizendo que pode ser câncer. Não sei o que é. Então a gente vendeu muita coisa.

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