Capítulo 29. A Revolta

1057 Palavras

11 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo A pele de Naval, enquanto estava possesso, avermelhava com muita facilidade. Não bastava eu estar apavorada pela atitude e o tiro anterior. Ele saiu da casa como uma bala até o garoto, que era um jovem, nem parecia muito mais velho que a irmã. Tudo desceu numa ladeira direto ao abismo! Eu não consegui reagir àquilo. — É assim que trata os seus? — Era a frase calma que Naval proferia quando eu cheguei à porta da casa. O tom de voz diferia do quanto eu vi ele sentir raiva. Dessa vez, não foi só o olhar que pareceu raivoso. Ele tinha pistolas em mãos, provavelmente ainda destravadas, mas ele não usou. O garoto tentava se arrastar e os chutes que ele usava para derrubá-lo eram suficientemente audíveis — apesar dos altos gritos. Bastou ver um

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