Capítulo 6. Malandro é Malandro...

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6 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Trabalhei igual um corno da terça ‘pra quarta. Só consegui realmente parar ‘pra me sentar e comer algo por volta das nove da manhã. Estava na porta da minha casa quando vi Miguel subindo. A cara de poucos amigos deixou claro que teve problemas no colégio, mas ele ainda estava alinhado — sabia como fingir que nada aconteceu. — Problemas? — Foi a minha pergunta. — Um pouco. — Ele respondeu. — ‘Bença. — Sua mãe sabe que ‘tá aqui? — Não. — Ele meneou a cabeça. — O que houve? Senta aí. Ele jogou a mochila perto da parede e sentou, usando a mochila de encosto. Suspirou e recostou. — Brigou? — perguntei. — Ainda não... ‘Tô tentando... — O mesmo moleque? — Sim. Diz que tem muita moral na área dele e acha que vai ser igual aqui. Isso ‘tá me t

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