Pineville Creek

1754 Palavras
Capítulo 5 Sadie Fiel à palavra de Chad, 45 minutos depois e uma rápida condução do lado norte da cidade, uma pequena estrada de terra subiu em direção à minha cabana. MINHA cabana! Eu estava gritando de empolgação. Eu me senti como uma menina de 5 anos que foi informada de que poderia ficar acordada até tarde e ganhar sorvete. Estacionei bem na frente, mas não demorou nem alguns segundos, vi uma SUV preta parar, e alguns homens pés-grandes saírem. Por que todo mundo era tão ALTO!? Fiquei ao lado do meu jipe, sentindo-me pequena naquele momento, e um homem com seus vinte e poucos anos pisou na brita. — Desculpe incomodá-la, senhorita, nós simplesmente não temos muitas pessoas novas na cidade. — Ele se aproximou. — Você é o prefeito? — Ele riu, assim como os outros homens ali. Aparentemente, eu não entendi a piada. Ele era definitivamente jovem, especialmente para um prefeito. Não aparecia nem uma ruga em seu rosto. — Sim, sou eu. Eu sou o prefeito Adrien Blane. Bem-vinda a Pineville Creek. — Ele estendeu a mão para eu apertar. Eu aceitei e ele me analisou. — Desculpe, se eu soubesse que vocês eram tão protetores da cidade, teria ligado e avisado sobre a minha chegada. Eu sabia que as pessoas não se mudavam muito para a área, mas não sabia que seria um problema. — Não tem problema, senhorita...? — Ah, claro, eu nunca dei meu nome a ele. — Desculpe, é Sadie, Sadie Summers. Minha tia era Maria Holbrooke. Todos começaram a olhar um para o outro, e um momento de luto passou por seus olhos. Eles a conheciam? — Senhorita Sadie — disse o prefeito Adrien. — Você disse que ela era, ela não está mais conosco? — Eu olhei para o chão, tentando não deixar cair nenhuma lágrima. — Ela faleceu duas semanas atrás. Ela sempre esteve doente pelo que me lembro. — Eu disse solenemente. — Maria morou aqui por alguns anos, junto com o marido. Éramos muito bons amigos. — Sua garganta se mexeu. — Posso perguntar o que aconteceu? — Ele parecia genuinamente preocupado e machucado. Se um estranho me perguntasse como ela morreu, eu teria dito que não era da conta deles. No entanto, ele parecia conhecê-la, e eu precisava fazer amigos, de qualquer maneira. Então, eu contei para ele. — Eu nunca conheci Jeremy, o marido dela, mas... Maria, ela morreu de coração partido. Conversamos por alguns minutos a mais, principalmente sobre a cidade e as instalações. O prefeito Adrien me disse repetidamente como eu era bem-vinda e se eu tivesse algum problema, para entrar em contato com ele usando o cartão que ele me deu. Senti-me realmente acolhida, e não tinha mais aquela sensação desconfortável que senti de volta no motel. Peguei minhas bolsas e algumas caixas de trás do Jipe e entrei. Este lugar precisaria de muito amor e cuidado para voltar à sua glória original. Havia móveis. No entanto, não estavam armazenados corretamente. Poeira, excrementos de animais, aranhas, insetos e eu realmente esperava que não houvesse outros bichinhos nojentos por aí, como cobras. Eu estremeci com o pensamento. Ainda era meio-dia, então fui para a cidade para comprar alguns mantimentos com o dinheiro que recebi do seguro de vida de Maria. Eu provavelmente poderia viver disso por alguns anos, se realmente quisesse. Depois de comprar meus materiais de limpeza e um pouco de comida para guardar na geladeira, decidi que estava com preguiça demais para ir para casa e cozinhar algo. Uma ida ao restaurante local seria melhor. Eu poderia ter uma ideia da cidade e das pessoas. Eles eram todos insanamente grandes e altos?! Várias famílias passaram pelo meu jipe, algumas olhando para o veículo novo e estranho estacionado ali. Crianças estavam gritando, correndo para dentro e mães segurando bebês. Os homens eram outra história. Testosterona enfurecida estava pairando no ar. Abri a porta do restaurante e soube instantaneamente que algo estava errado. Vários clientes estavam reclamando, crianças estavam gritando, pratos estavam sendo derrubados ao fundo e não havia uma recepcionista à vista. Todo o ambiente era uma bagunça quente e pegajosa. A recepcionista estava correndo de um lado para outro entre a cozinha e as mesas; parecia que eles estavam sem garçons. Ela olhou para mim rapidamente e gritou: — Eu vou atendê-la em um minuto! — Ela se afastou, desesperada. Eu poderia simplesmente ir embora agora. Eu não queria começar um emprego tão cedo depois de trabalhar por tantos anos. Internamente, eu suspirei. Sabe, eu poderia ficar entediada ficando na cabana e fazendo as coisas sozinha, de qualquer maneira. Depois da minha batalha interna, decidi que ia ajudar. A recepcionista correu de volta ao seu posto, suando e mexendo nos menus. Ela estava olhando para baixo quando disse: — Só uma pessoa hoje? Ou você está esperando por amigos? — Assim que ela olhou para cima, vi a confusão em seu rosto. Ela nunca me viu antes e raramente lidava com estranhos. Eu sorri para ela e estendi a minha mão. — Oi, eu sou Sadie. Acabei de me mudar para cá hoje. — Seria melhor compartilhar essa informação para que as pessoas aceitassem a ideia de alguém se mudando para esta cidade. — Não se preocupe, falei com seu prefeito e ele disse que eu poderia. Ela olhou para o vazio por um momento, mas rapidamente balançou a cabeça e olhou para cima, para mim. — Ah, bem, seja bem-vinda! Só um menu, então? — Escuta, o chef está aqui? Vocês parecem com falta de funcionários e eu tenho alguma experiência como garçonete, e ficarei feliz em ajudar. Sem necessidade de me pagar ou algo assim, só quero ajudar. Eu entendo como pode ser. Ela me olhou com raiva. Ela me encarou. Era como se eu fosse um quebra-cabeça que ela estava tentando resolver. — Escuta, eu não estou tentando te irritar, estou tentando ajudar. Tenho oito anos de experiência. Como que do nada, uma garota da minha idade apareceu com um crachá escrito “Rebecca” e “gerente" embaixo. Rebecca parecia exausta. Seu cabelo castanho-avermelhado estava bagunçado, sua máscara de cílios borrada e seu suor escorria pela testa. A voz dela soou quase derrotada quando ela falou: — Eu aceito qualquer ajuda que você puder me dar. Com isso, eu sorri. Parecia que eu poderia fazer alguns amigos por aqui, afinal de contas. Espera aí. Eu nem mesmo perguntei se poderia ajudar. Rebecca simplesmente sabia. Talvez ela tenha ouvido da cozinha? — Me passe suas anotações dos pedidos, eu vou cuidar do resto. — Eu me dirigi à recepcionista. — Eu sou Lela, e muito obrigada. De verdade. — Ela sorriu. Eu acenei com a cabeça e comecei a trabalhar. Felizmente, as mesas estavam numeradas, e Lela tinha feito um ótimo trabalho organizando seu bloco de anotações. Recebi vários olhares questionáveis, mas aquilo não os impediu de fazerem os pedidos e finalmente ficarem satisfeitos com o serviço. Eu era a única garçonete no restaurante, e trabalhei rapidamente nas mesas, com cuidado e cheia de personalidade, assim como costumava fazer no meu antigo emprego. No entanto, ao contrário do meu antigo emprego, não havia realmente uma pausa ou descanso entre as refeições. Era um fluxo constante e estável, à medida que as pessoas terminavam seus turnos de trabalho. Também não tinha pagamento nas mesas. Rebecca me disse que a recepcionista cuidava disso no início da refeição. Estranho, mas tudo bem, considerando que todo mundo conhecia todo mundo nesta cidade, e acho que eles tinham seu próprio sistema. À medida que o almoço se tornava jantar, e finalmente um pouco depois das 20h, as coisas começaram a diminuir, eu podia realmente sentir a dor nos meus pés. Eu não conseguia lembrar a última vez que sentei, muito menos usei o banheiro. Conforme o último cliente saiu por volta das 20h20, Rebecca e Lela se aproximaram de mim enquanto eu limpava minha última mesa. — Sadie, só quero agradecer. Não tenho certeza de como teríamos sobrevivido sem você hoje. — Parecia que Rebecca queria chorar; ela parecia derrotada e deprimida. O fracasso estava escrito em seu rosto. — Rebecca, acontece nesse ramo. Você terá dias ruins e pessoas com quem trabalhar. Vai melhorar. Pelo menos temos negócios, não trabalho tão duro há muito tempo. — Sim, sempre é assim. Somos o centro da cidade, e as pessoas costumam vir aqui para três refeições por dia. — Isso é insano. — Sussurrei. As pessoas costumavam comer fora como um agrado no meu emprego anterior, não todas as refeições. Ambas se sentaram na cabine comigo, com um olhar cauteloso em seus olhos. — Nossa cidade é única, Sadie, e tenho certeza de que você já pode notar. — Eu assenti. — Na verdade, estou fazendo um estágio em gestão agora, e vou ficar responsável por ele por alguns meses. Algumas pessoas acham que consegui o estágio sob “circunstâncias especiais”. — Ela fez aspas no ar. — Três de nossas garçonetes ligaram doentes hoje só para me fazer suar. Estou feliz que a Lela tenha ficado. Lela empinou o peito. — Eu sempre estarei ao seu lado, Rebecca. Você, uh, gerencia bem. — Rebecca sorriu e segurou sua mão. Depois de um momento, finalmente falei: — Escutem, eu não estava planejando conseguir um emprego em um restaurante novamente, mas eu adoraria ajudar. Parece que vocês duas estão com dificuldades, e eu posso ajudar o máximo que puder. Se vocês quiserem, é claro. — Eu olhei de uma para a outra. — Nós adoraríamos a sua ajuda, Sadie! — Rebecca gritou. — Mas se você não quiser, nós entenderemos. — O que você quer dizer? Eu só ofereci minha ajuda. — Bem, eu sou só a gerente, não sou responsável pelo pagamento e pela assinatura dos cheques, na verdade... também não aceitamos gorjetas dos clientes. — A voz de Rebecca foi diminuindo. Eu nunca ouvi falar disso. Em um momento em que eu era gerente, cuidei da folha de pagamento e da contratação de pessoas, mas acho que cada restaurante era diferente. Eu tinha dinheiro suficiente para cuidar de mim mesma, fazer algo bom pela comunidade poderia me deixar nas boas graças deles, afinal de contas. — Rebecca, Lelah — eu comecei. — Vou ficar o tempo que vocês precisarem de mim. — Meu coração se aqueceu com seus sorrisos. Lelah se levantou e disse: — Oh, acho que nós três vamos nos tornar melhores amigas! — Eu realmente espero que sim. — Eu disse rindo.
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