Capítulo 20

1019 Palavras

Polly Eu estou sentada no sofá, de moletom e cabelo preso num coque frouxo, lembrando da noite anterior pela milésima vez. O selinho na porta do prédio, o pedido de namoro, o “boa noite, namorada” ecoando na minha cabeça como se tivesse sido dito há cinco minutos. Estou tão perdida nesses pensamentos que quase não ouço a campainha. — Alguém atende — peço, sem muita vontade de levantar. — Você está mais perto — Hayla retruca lá da cozinha. Suspiro, me arrasto até a porta e olho pelo olho mágico. Vejo só um pedaço de boné e um uniforme qualquer. Abro. — Polly? — o entregador pergunta. — Sim — respondo, por reflexo. Meu nome não é exatamente comum, então sempre acho estranho ouvir alguém que não me conhece falando. Ele estende um enorme buquê de rosas vermelhas, tão grande e tão boni

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