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1422 Palavras
-eu começo-ele diz rapidamente e eu balanço a cabeça -não,eu começo!-implico -quem disse-ele encolhe os ombros -eu!...sou muito mais confiável que você, pode fazer sua pergunta e não querer responder a minha depois, portanto eu começo-aponto pra mim mesma com um sorriso convencido por ter pensado antes -garota esperta-ele faz uma cara de esforço, talvez esforço para não... Sorrir?- ganhou!você começa! Tantas coisas para perguntar, quem são seus pais, ele fala com eles,ele já dormiu com Emma, ele usa drogas? Tantas perguntas rondam minha cabeça mas uma pergunta paira em minha mente,talvez a que eu mais queira saber... -por que me odeia?-meus dedos brincam nervosos mas é por que estou nervosa ao lhe perguntar,meus lábios estão trêmulos e tento morde-los para disfarçar... Sua cara é surpreso, tenho impressão que essa era a ultima pergunta que ele esperava que eu fizesse -eu não odeio você, m*l te conheço-ele da de ombros e novamente começa a mexer na minha prateleira para desviar seu olhar do meu -acabou de dizer isso!-o encaro incrédula, ele precisa de um médico -não, eu disse que não gosto de você... A uma grande diferença entre não gostar e odiar,não gostar é apenas algo ou alguma coisa que aquela pessoa é ou faz que te irrita,mas nada que pare sua vida,já o ódio é algo que nos para,que nos cega... Vivemos pra ver a destruição daquela pessoa, não perco meu tempo pensando na sua desgraça-ele da de ombros novamente revirando os olhos e finalmente achando uma bolinha de massagem e ficou brincando com ela enquanto eu o encarava sem saber o que lhe dizer pelo seu discurso sobre a diferença de "não gostar" e "odiar" -então por que não gosta de mim?-tento encara-lo mais forte para que ele olhe pra mim mas ele ainda está concentrado jogando a bolinha para o ar agarrando com uma mão -já fez sua pergunta, o acordo era uma resposta por outra... Minha vez-ele para de jogar a bolinha e me encara e eu assento com a cabeça O que esse rapaz de cabelos longos e olhos esmeraldas misteriosos poderia querer saber sobre mim? -qual é?-continuo brincando com minhas mãos, odeio a forma como me sinto perto do Harry -por que se corta?-ele pergunta simplesmente e eu me engasgo -não sabe se isso é verdade-bato no peito para terminar de tossir -não sou i****a, vi as cicatrizes no seus pulsos agora me conta-ele exige e eu estremesso,será que conto? -se lhe contar sobre isso terei que lhe contar sobre praticamente grande parte da minha infância, e parece informação demais para lhe contar -tento desviar o olhar mas sinto que o seu esta sobre mim então tenho que encara-lo -pode compessar na próxima pergunta-ele revira os olhos e me engasgo novamente Boa. -vai ter próxima?-pergunto espantada -sim!-ele diz somente como se não fosse importante. Mas é! -ok!-respiro fundo para contar a esse rapaz rude parte da minha vida. Ele está bêbado não vai se lembrar. Espero!- bom quando eu era criança eu era bem,bem gorda... Os garotos da minha escola cantavam aquelas músicas idiotas para me zuar,me chamavam de Sophie gbb que significa gorda,baleia, baranga-estou com o pensamento longe ao lembrar daqueles garotos idiotas a puxarem meu cabelo e cutucarem meu corpo pelas minhas gorduras quando a risada do Harry me tira do foco -não tem graça... Me magoava-eu reviro os olhos mas ele continua a rir -certo, mas precisa admitir que o apelido é demais!-ele fala em meio a sua risada e eu bufo -sabia que não dava para ter uma conversa decente com você- meus olhos lacrimejam pelo seu desprezo pela minha história... Igual aos garotos pertubados do meu passado,tento levantar mas sua mão puxa meu pulso me fazendo sentar novamente -não seja fresca,continua contando a merda da história...-seus olhos fixam em mim e tudo se silencia por segundos- por favor! Me surpreende o "por favor" sair da boca do Harry,mordo o lábio para não escapar um sorriso e volto minha atenção de onde parei -bom,eu sempre fui a garota do fundo da sala que mordia cabelo,que não cabia na cadeira e que sempre levantava a mão para responder a todas as questões mas tem vergonha da atenção de todos em mim,eu me cortava desde essa época,depois tudo piorou quando o meu pai... Bom quando tive uns problemas com meu pai eu me cortava mais profundamente até o dia que ele nos deixou e eu decidi que eu ia cuidar de mim,emagreci e me dediquei mais aos estudos sem vergonha e cá estou eu nessa faculdade, me cortei só algumas vezes depois disso mas parei a um bom tempo não vejo motivo para continuar-esclareço e observo a maneira como o Harry presta atenção em cada palavra minha e isso é de certa forma...reconfortante? Ele pisca algumas vezes não sabendo o que dizer então resolvo quebrar o silencio -minha vez!-digo e ele parece dispertar do transe que ele estava no meu rosto -o que quer saber?-ele diz após limpar a garganta varias vezes -seu maior segredo-jogo alto, não sou tão otaria, após a revelação do meu maior segredo para ele,ele podia facilmente usar isso contra mim -o que?não.-ele diz somente e passa a mão freneticamente no cabelo -Harry acabei de lhe contar meu maior segredo, e olha que você nem é confiável... Preciso saber o seu-forço a situação e ele engole um seco e me encara -tenho vários... Não sei qual é o maior deles-ele parece amolecer -escolha um! - encaro ele fixamente para ter a certeza que ele não esta a mentir -uma vez quase matei um cara-ele diz rapidamente e uma tosse me invade com suas palavras. Matou? -matou?-perguntei com a mão no peito tentando sessar minha tosse -eu disse quase!-ele responde asperamente -estava totalmente bêbado e eu e esse cara eramos amigos mas tivemos o que podemos chamar de desentendimento-ele passa a mão no cabelo e evita o meu olhar curioso-ele me deixou zangado, muito zangado...estavamos num dique nesse dia, misturei bebida e raiva e quando vi eu já o tinha empurrado de uma altura de uns dez metros até ele cair em agua profunda- ele passa os olhos por todo o meu quarto como se lembrasse de tudo que aconteceu naquele dia -o que aconteceu com ele?-pergunto tão baixo que quase não ouço a mim mesma -não sei!não fui salva-lo- ele da de ombros e minha boca abre estantaneamente,qual era o problema dele? -você o que?- quase grito e ele põe uma mão no ouvido e faz uma careta em deboche -eu sei que é fodido ok?mas eu não me importava muito com ele e estava bêbado demais para nadar, iria morrer com ele se fosse... Dei de costas e fui embora -ele bufa e parece sussurrar mas não pergunto o que e espero ele continuar a contar- chegou aos meus ouvidos semanas depois que ele estava internado em caso grave em coma num hospital qualquer, disseram que ele praticamente não tinha chance,mas ele sobreviveu e foi chamado de "o milagre" pelos médicos, nunca mais vi ele desde aquela noite e nem queria... Satisfeita?-ele diz asperamente e me remexo meio encomodada mas...feliz?...sim talvez,talvez feliz por ele ter me contado isso -sim!-dou um leve sorriso e ele revira os olhos então o tiro rapidamente dali- o que quer saber mais? -nada!-ele diz rudemente e se levanta passando a mão nos cabelos -nada?-pergunto incrédula Osh! Ele realmente é bipolar! -é surda?-ele pergunta e eu me afasto como se ele tivesse tentado me bater... E conseguiu,com suas palavras -não!... Esquece!-queria tentar ser grossa com ele mas estou confusa demais para tentar -ok!-ele diz se deitando largadamente na cama da Emma e eu pisco rapidamente tentando entender o que aconteceu, ele tem de problemas! Problemas crônicos! Algo deve ter nesse garoto...drogas talvez O encarei incrédula sem ser retribuída então apago a luz e deito fechando os olhos e tentando esquecer o que aconteceu...mas estava difícil No meio da noite pude jurar que senti braços a minha volta mas estava com sono demais para abrir os olhos, não era o Harry, não podia ser... Mas então quem seria? Abri um olho vendo Harry praticamente desmaiado sobre mim e eu, pormais que não entenda sua bipolaridade não pide evitar em passar a mão em sua testa para tirar o cabelo que estava grudado pelo suor e sorrir como uma i****a por ele ter se deitado comigo Odeio-o, não por ser rude, ou grosseiro... Mas sim por me fazer gostar disso, por ter esse poder sobre mim que me faz até gostar do seu modo rude de ser
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