Uma noite inesperada.

1335 Palavras
Volto para a mesa e Marcus está presenteando Willian com mais uma história sobre o gato da mãe dele. - Espero não ter perdido muito da conversa. - Nada que você já não tenha ouvido. William pisca para mim, o que me dá um agradável impulso de confiança. Me sento a mesa e William descansa a mão levemente no meu cotovelo. - Bombom, você se lembra da primeira vez que nossos pais nos deixaram sair sozinhos? - Você está falando de quando fomos pegos pela sua irmã? - Pegos...fazendo o quê?-questiona Marcus. - Marcus, tenho certeza que você consegue adivinhar. - Deus, minha irmã não conseguiu me olhar nos olhos por meses. - A coitada viu muito mais do que gostaria...de nós dois. O olhar de William se move para o meu decote por uma fração de segundos antes de retornar ao meu rosto. - Foi culpa dela por aparecer 20 minutos mais cedo. Nós dois começamos a rir. Os olhos de William estão cheios de orgulho. Cloe me olha por cima do celular, como se me notasse pela primeira vez. - Então, vocês dois ficaram juntos por muito tempo?-ela pergunta. - Não muito. Houve... Quando ele está prestes a contar uma nova história, toco o braço dele. Nós trocamos um olhar e ele apenas concorda. - Houve um incidente. - Deus. Por favor, não me diga que foi pior que a história do nariz. - Ah, não sei se é uma boa ideia contar. Este é o seu primeiro encontro com o William? Cloe dá um sorriso irônico. Ela ainda segura o celular, mas seus olhos estão em mim. - Com certeza é. "Ela foi rude comigo a noite toda. Se eu contar uma boa história, posso colocar a Cloe no lugar dela. William se inclina para a frente, claramente curioso para ver aonde quero chegar com isso. Os olhos dele brilham de excitação. - Acho que me esqueci desse incidente, bombom. Essa lembrança fugiu da minha mente. "Eu também posso vender nossa história para Marcus...e até mesmo fazer o Willian sorrir. É hora de mostrar a ele que ele não é o único que sabe jogar. Abro um sorriso conspiratório para William. - Bem, William não foi apenas o meu primeiro beijo... - Vamos dizer que eu tenho certeza de que os homens melhoram com o tempo. Ganham um pouco mais de resistência, se é que vocês me entendem. Cloe e Marcus riem. William engasga com o vinho, embora eu pareça ser a única a notar. Ele limpa uma gota de vinho tinto do canto da boca e abre um sorriso surpreso. - Fazer o quê? Tive várias primeiras vezes com ela. Ela tinha uma paciência de uma santa comigo naquela época. - Bem, paciência não era algo muito necessário... William ri, o joelho dele encosta no meu embaixo da mesa, mas ele não se afasta. - Vocês dois poderiam ser uma dupla de comediantes. Poderiam até fazer uma turnê por aí. Sinto o sarcasmo na voz de Cloe, mas William deixa passar. - Você acha? Infelizmente, não tenho certeza se Julie se sairia tão bem no palco. - Medo do palco? Eu? Agora eu sei que você está falando de outra pessoa. - Você não lembra do seu ataque de pânico nos bastidores daquela peça que fizemos na oitava série? - Você se lembra disso? - E como eu poderia esquecer? Você estava tão fofa com aquele chapéu. - Bem, acho que é hora de terminarmos a noite. Mamãe está esperando eu ligar para ela não posso deixá-la esperando mais um minuto. Ainda olhando para William, reviro os olhos. Ele ri e estende a mão para me ajudar a levantar. Aceito o gesto dele. Graciosamente, ele leva minha mão aos lábios, deixando um beijo suave em meus dedos. Minha respiração fica presa na garganta. William se volta para Marcus, que o observa com os olhos arregalados. - Não acredito que levamos 10 anos para nos reencontrarmos, bombom. - Eu também não acredito William. - Terei de me certificar de não cometer esse erro novamente. - Bem; estou pronta para encerrar a noite também. Cloe se levanta, pegando a bolsa nas costas da cadeira. William olha para ela como se tivesse esquecido que ela estava lá. Ele segura sua mão por um momento antes de se afastar lentamente. - Julie?-Marcus me chama estendendo o braço para acompanhá -lo. Aceito o braço que Marcus oferece ao sair do restaurante, seguindo William e Cloe á distância. A mão de William está nas costas dela. Sinto uma pontada de aborrecimento ao ver a cena. - Bem, William, Cloe. Foi um grande prazer. - E Julie, eu me diverti muito essa noite. Espero que possamos repetir a dose. Marcus me olha ansiosamente, esperando minha resposta. - Claro! Vamos nos falando. - Claro. Marcus acena com a cabeça e estende a mão para mim. - Talvez eu posso te ligar na semana que vem para saber como está sua agenda? - Ok, Marcus. Aperto a mão dele, notando a diferença marcante entre o toque dele e o de William. - E obrigada pelo jantar, Marcus. - Tenha uma boa noite, Julie. William chamou um táxi. Estou prestes a fazer o mesmo, mas em vez disso William abre a porta do táxi para mim. - Pra você, bombom. Dou um passo a frente para entrar no táxi, mas William segura meu pulso. A pressão é levemente forte me fazendo sentir um arrepio. - Você vai embora sem dar um aDeus apropriado para o seu gatinho do ensino médio? Olho para além dele, Marcus está me observando. Está esperando para ver o que eu vou fazer. Os dedos de William acariciam meu pulso enquanto ele espera minha resposta. Passo os braços em volta de William e o puxo para um abraço. - Você foi o melhor namorado do ensino médio que eu poderia ter. - Agora sim, isso é um elogio. Sussurro no ouvindo dele, aproveitando a chance. - Obrigada pela noite. Você tornou tudo mais interessante. - Ah Julie, foi um prazer. Ele coloca as mãos nas minhas costas, me puxando contra o seu corpo. Os lábios dele se aproximam do meu ouvido. - Eu estava errado sobre o que eu disse antes. Você estava tentando tanto, mas o ser em questão não estava ajudando em nada. - Tive que salvar uma donzela. Era o mínimo que eu poderia feito. Acabo rindo e os olhos castanhos dele brilham com humor. É difícil lembrar que Marcus e Cloe estão parados lá quando o cheiro de William está me distraindo. - Eu também estava errada sobre você. William se afasta, me olhando de um jeito questionador. - Você é muito mais doce do que aparenta ser. William ri, baixando a testa até quase tocar a sua. - Eu poderia dizer o mesmo de você. Bombom é realmente um apelido adequado. Doce, ousada e um pouco viciante. William acaricia meu cabelo levemente, abrindo um sorriso caloroso. - Até a próxima vez então. Quando estou quase entrando no táxi, William me interrompe. Ele toca minha nuca e entrelaça os dedos em meus cabelos. Ele puxa gentilmente meu cabelo. Perco o fôlego. Meu pescoço se curva para trás, fazendo com o que eu olhe diretamente nos olhos castanhos dele. "Deus! Ele vai me beijar? William encara minha boca. Ele se inclina para frente muito suavemente... e beija minha testa. - Vejo você na reunião? Minha garganta fica seca. Ele inclina a cabeça para baixo para sussurrar algo suavemente em meu ouvido. Então, ele se afasta e ainda me sentindo meio confusa entro no táxi. Nem percebo quando o carro comeca a se afastar. " O que acabou de acontecer?" Me viro e olho para a janela traseira. William está ajudando Cloe a entrar no táxi dela, mas os olhos dele estão em mim. Penso na última coisa que William sussurrou no meu ouvido, antes que eu entasse no táxi. - Você vai me ver de novo, bombom. Pra falar a verdade...Eu posso apostar isso.
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