Depois da reunião

2031 Palavras
Aproveitamos um pouco o silêncio, nossos ombros e cotovelos se encostam levemente enquanto almoçamos juntos. Quando termino, ajudo William com a louça antes de voltarmos para sala. Me sento no sofá macio, relaxando profundamente nas almofadas. - Esses sanduiches estavam deliciosos demais, William. Você sempre mandou bem na cozinha? William ri enquanto se joga no sofá ao meu lado, seus joelhos encostam nos meus. - Aprendi um ou dois truques ao longo dos anos. Ajudam a aliviar o estresse. E as mulheres também parecem adorar. - Essa mulher na sua frente adorou, isso eu posso te dizer. William me olha intensamente. - Chefes de cozinha fazem seu estilo, bombom? - De acordo com o meu histórico, meu tipo está mais relacionado a vaciloes, mentirosos e sanguessugas. Não tive muita sorte no amor. - De que tipo é o Taylor? reviro os olhos. - Ainda está em fase de análise. William sorri e coloca a mão em meu joelho. - Quantos encontros vocês já tiveram? Três? Quatro? - Algo assim. William aperta meu joelho. - Então você já sabe qual é o tipo dele e não quer me dizer. - Posso dizer que ele é melhor do que qualquer outro cara com quem saí nos últimos anos. - Então porquê você não dormiu com ele? Perco o ar enquanto a mão de William corre levemente da parte externa do meu joelho até a coxa. - Quem disse que eu não dormi com ele? - Boa tentativa, bombom. Mas eu confio no meu taco. - Bem, quando foi a última vez que você transou? William afasta a mão e se encosta no sofá cruzando os braços. Algo em sua postura é elétrico, quase desafiador. - Foi antes de te conhecer. - Período de seca? - Pode ser. - Ou talvez eu esteja esperando a mulher com quem eu realmente quero estar. William sorri e se levanta, estendendo a mão para mim. - Falando nisso...gostaria de ver o resto da casa, bombom? - Eu me dediquei muito na decoração desse lugar. Eu adoraria ouvir a sua opinião sobre o meu gosto. - Além disso, fiquei sabendo que o quarto tem uma vista linda. - Me mostre o seu quarto. Pego a mão de William e ele aperta a minha enquanto me acompanha pelo corredor. Ele abre uma das portas revelando um quarto deslumbrante e bem arrumado, com uma linda varanda. - Há mais cômodos em minha casa, mas este é de longe o mais importante. Ele solta a minha mão e se joga no colchão. - Venha aqui, Jules. Esse é o melhor lugar da casa. William se aproxima e abre os braços, oferecendo um lugar na curva do ombro dele. - William, esse é um jogo perigoso. - Não há jogos aqui. Eu quero você na minha cama, então eu convidei você para a minha cama. Simples assim. Meus pés parecem se mover por conta própria. Me sento no colchão macio de William, perto o suficiente para que o braço dele cubra os meus ombros. Ele me puxa para perto e logo estou deitada ao lado dele, o braço dele está em volta de mim. - Melhor lugar da casa e melhor vista também. Ele vira de lado para poder me ver, seus olhos são calorosos. - Existe uma claraboia ou algo que estou perdendo? - Não, bombom. Estou apenas observando você na minha cama. Ele desliza as mãos pelos meus cabelos de um jeito suave e gentil, enquanto olha profundamente em meus. - É uma cama muito confortável. - Agora imagine como ela ficaria melhor depois de fazer amor com você, até você não sentir mais as suas pernas. William pressiona seu quadril contra mim. Sinto a excitação dele dura como uma rocha. - Ah, William...Vamos com calma. - Eu não estaria honrando minha parte no acordo se deixasse isso rolar na sua cama, certo? William solta um suspiro baixo, deixando cair a cabeça no travesseiro ao meu lado. - Eu acho que não. Mas saiba que a sua imagem na minha cama vai me fazer companhia por um bom tempo. Golpeio ele com o travesseiro, mas ele o pega, me puxando na direção dele. - Então vamos, bombom. Vamos para a cobertura para começarmos o dia de trabalho. William me conduz até o jardim da cobertura. É um pequeno oásis entre o caos de Manhattan. Já estamos mergulhados no trabalho quando o resto da equipe chega. - Bem vindos, pessoal. Temos apenas algumas horas para resolver tudo, então vamos começar. Noah lidera a equipe através de alguns exercícios e San apresenta as últimas novidades da equipe de design. Quando o dia de trabalho chega ao fim, nós já fizemos um grande progresso. - Bom trabalho a todos. É assim que tem que ser. Foi ótimo estar com vocês hoje.-Noah diz. - Desistir do meu sábado não foi fácil, mas acabou valendo a pena.-comenta San. - Na verdade, não me lembro de ter gostado tanto de trabalhar. -comento. - Foi ótimo em grande parte graças a você, Jules. Você traz algo de bom em nós...em William especialmente. Não o vejo inspirado assim há anos.-afima Noah. - Ah...Eu não posso afirmar nada. - Sou apenas um m****o de uma equipe muito funcional e produtiva. William ri, recolhendo os copos. - Não era tão funcional antes de você chegar. Acho que você era o que precisávamos.-william diz. - Mas faz sentido. Há muito tempo não me sentia tão bem. Ele está falando para o grupo, mas ele só olha para mim. Ele tosse antes de se dirigir a Noah novamente. - Como estarei em Londres na próxima semana, espero um relatório do progresso em minha caixa de entrada na quarta-feira. A equipe toda volta para a sala de estar, pegando suas coisas para irem embora. - Ei, Jules, quer dividir um táxi? - Você está indo para o meu lado da cidade, certo?-San pergunta para mim. Com o canto do olho, vejo o olhar de William cravado em mim. Ele murmura baixinho uma palavra que só eu consigo entender. - Fique. - Na verdade, San eu já tenho carona. - Você tem certeza? - Se estivermos a apenas alguns alguns quarteirões de distância, não será um problema. - Não, é que... - Eu vou levá-la em casa.-William pronuncia me deixando surpresa. San lança um olhar questionador para William. - Tenho um jantar perto da casa dela, então vamos dividir um táxi. Me despeço dos meus colegas de trabalho, fechando a porta atrás deles. William se inclina contra a porta no instante em que ela fecha. - Sabe, vou adorar te levar para casa...embora preferisse te levar pra cama. - Ei! Não provoque a mulher que está prestes a lavar a sua louça. - Eu jamais sonharia em fazer isso. Junto os pratos e os copos e os levo para a cozinha. Conforme vou lavando os pratos, começo a cantarolar uma de minhas músicas favoritas e uma das favoritas de Bryan também. Estou na metade do segundo verso quando sinto duas mão fortes deslizando sobre minhas bochechas e uma respiração suave em meu ouvido. - Não pare. Eu quero adivinhar. William dá um passo a frente e apoia a cabeça no meu ombro. - Vamos, bombom. Deixe-me ouvir sua linda voz. - Vou começar com uma fácil então. - Ok. Me teste. William descansa os dedos nas maçãs do meu rosto quando eu começo a cantarolar. Seguindo meu ritmo, ele balança o quadril me movendo junto com ele, nossos corpos se aproximam a cada segundo. - Eu entendo qual é a graça desse jogo. - Eu juro que não é assim que meu irmão e eu jogamos. William solta uma risada que enche a sala, abafando a música porum momento. - Ok, acho que é uma balada pop. - Lana Del Rey? - Passou longe. - Não? Então, talvez rock? É o coldplay? Eu rio e balanço a cabeça. William afasta as mãos, embora o resto de seu corpo não se mova. - Bem, não faço ideia. - É fleetwood Mac. Dreams. Sempre foi uma das minhas músicas favoritas. Ele pousa a cabeça no meu ombro e move os braços me segurando com força na cintura. Depois de colocar o último prato no escorredor, me permito encostar nele. - Acho que sou r**m nesse jogo. - Sim, mas isso é bom. - Você é tão gostosa, bombom. Sempre tão gostosa. - Quer uma cerveja? - Claro. Ele pega duas cervejas da geladeira enquanto seco as mãos. Retornamos para a cobertura. Nos sentamos no sofá, relaxando e olhando o pôr do sol. Embora ele tenha pegado duas cervejas, ele abre apenas uma, toma um gole e passa para mim. - Então...estamos oficialmente fora do horário de trabalho? - Eu acho que sim. William se move para sentar ao meu lado, seu corpo está a milímetros do meu. - Então tudo bem se eu te disser que quando estava no chuveiro essa manhã, eu fechei os meus olhos e pensei em você enquanto tomava banho? Praticamente engasgo com a cerveja. Ele felizmente tira a garrafa das minhas mãos, tomando um gole suave. - William, você está falando sério? - Mas sério do que você pode imaginar, bombom. Ele dá um último gole na cerveja e abre outra garrafa. - Pensar em você e logo depois ver você na minha frente foi como um sinal. - Eu sei que temos um acordo, Jules. Mas vamos ser honestos. - Você não está fazendo sexo. Eu não estou fazendo sexo. Talvez possamos resolver esse problema juntos. - William, não podemos. - Você quer. Cada vez que você responde ao meu toque...mesmo que você tenha o Taylor, embora eu seja o seu chefe. Os olhos dele descem para os meus s***s e consigo sentir os m*****s ficarem excitados por causa do olhar dele. - Assim como seu corpo está demonstrando agora. - Estou com frio. - Tem certeza, Jules? Você não parece estar com frio. Na verdade, você parece um pouco quente. Ele me entrega a garrafa de cerveja e eu tomo um grande gole logo de uma vez. - Posso ser honesta com você? - É tudo que eu quero. Respiro fundo, olhando nos olhos dele. William sorri enquanto toma um gole de cerveja. - A questão é que já me ralacionei com uma pessoa do trabalho antes. Conto a ele sobre como dormir com o filho do meu chefe na festa de natal e sobre como eu descobri semanas depois que ele tinha uma noiva. - E para piorar as coisas, algumas semanas depois ele foi promovido e se tornou meu chefe. - Não fez diferença que eu fosse mais qualificada para o cargo. Ou que ele fosse preguiçoso e sem talento. Ele conseguiu o trabalho e eu fui largada as traças. - E como eles deixaram isso acontecer? - Ele é filho do chefe. - Ai. - Olha, eu entendo. Não posso dizer que não estou desapontado, mas agora entendo porque você precisa se proteger. - Esse i****a só quis te usar e arruinou um trabalho que você amava. Não vou deixar isso acontecer com você de novo. - Obrigada por me ouvir. - Sempre, bombom. Estou aqui para ajudá-la independente do que sejamos ou do que aconteça entre quatro paredes. - Eu não gostaria que você jogasse fora sua carreira por uma única noite de paixão. - Obrigada. - Embora, eu possa garantir que não seria uma única noite. Você não é o tipo de garota que faz um homem desistir. - Além disso, estou sempre pronto para um desafio. Ele sorri enquanto bebe a cerveja. - Que desafio? - Mostrar a você que eu não sou como ele. Eu não vou te machucar, bombom. Nós dois queremos isso e eu estarei aqui quando você estiver pronta. Desvio o olhar. Assim que terminamos a cerveja, ele me acompanha até a porta. Ele me olha com uma ternura que me deixa chocada. - Tenha uma boa noite, bombom. - Espero que você tenha se divertido hoje. Eu sei que eu me diverti. - Eu também me diverti. Obrigada por tudo e boa noite. William fecha a porta e em seguida eu pego um táxi e vou para casa.
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