Era um sonho ou a mão que apertava a minha era de Caio? Não olhei, não queria sentir a decepção que viria a seguir, mas apertei com mais força e senti o aperto gentil, depois uma mão acariciou o meu rosto, aquilo estava acontecendo mesmo? O toque era suave e tão gentil, e a sensação era como se eu estivesse em casa. Era tão familiar e aconchegante, não abri os olhos, queria aquela sensação para sempre. — Não quer me ver? — A voz suave e alegre me fez virar a cabeça o mais rápido que pude, e me deparei com ele, seu sorriso não mudou era alegre e gentil, seus olhos azuis como o céu. — Como pode se você? — Digo soltando nossas mãos para poder tocar em seu rosto, então uma dor no meu abdômen me fez congelar, olhei para ver o que tinha me atingido, havia sangue muito sangue. — Estou morrendo?

