capítulo 6 — Matteo Rossi

1262 Palavras
Eu nunca fui muito acostumado com ambientes barulhentos. Música alta, gente gritando, risadas exageradas… tudo isso sempre me irritou um pouco. Eu prefiro o silêncio. O meu próprio silêncio. Se alguém me perguntasse o porquê, eu provavelmente não saberia responder. O irônico é que eu sou dono de várias boates, restaurantes e outros negócios espalhados pela cidade. Alguns totalmente legais… outros nem tanto. Mesmo assim, continuo sendo um homem que prefere ficar sozinho, no próprio espaço, ouvindo apenas os próprios pensamentos. Principalmente quando o assunto são pessoas gritando no meu ouvido. E mulheres fazem muito isso. Por isso eu quase nunca venho às minhas próprias boates. Só apareço quando realmente preciso resolver alguma coisa… ou quando quero distrair a cabeça. E hoje era um desses dias. Estou sentado na área VIP, com um copo de uísque na mão, observando tudo de cima. A música vibra no chão, as luzes piscam pelo salão e a pista está cheia. Meus irmãos, como sempre, estão se divertindo. Marcos= irmão! Você parece um velho rabugento sentado aí! Eu solto um pequeno sorriso de canto. Ele ri, abraçado a uma loira que claramente já bebeu mais do que devia. O outro está no sofá ao lado, conversando com uma morena de vestido vermelho. Lorenzo = Cara, você precisa relaxar um pouco Estamos numa das Nossas boates e você parece que veio para um funeral. Matteo = Talvez eu tenha vindo só para garantir que vocês não se matem do jeito que táo bebendo como se tivessem tomando água —respondo. Eles riem. Marcos = Mentiroso Você só aparece aqui quando quer companhia feminina. Eu dou um gole no uísque sem negar. Eles não estão errados. Mulheres sempre aparecem. Algumas atraídas pelo dinheiro. Outras pelo nome. Mas poucas realmente me interessam. Eu observo o salão mais uma vez… até meus olhos encontrarem a ruiva que eu estava esperando Ela está perto do bar, mexendo no celular, o vestido justo marcando a silhueta. Ela levanta os olhos e me encara por um segundo. Eu termino o uísque, coloco o copo na mesa e me levanto. Marcos= Já vai? — pergunta meu irmão. Matteo = Sim. Lorenzo = então é isso mesmo ele Boa sorte, irmão- ele diz Matteo = Eu não preciso de sorte. O outro levanta o copo em um brinde. Lorenzo = não volte muito tarde… ou melhor, nem volte. Eu pego meu paletó e caminho para fora da área VIP. olho pra trás e digo Matteo = Divirtam-se E não causem problemas que eu tenha que resolver amanhã. Marcos = Sem promessas! — ele grita atrás de mim. Eu apenas balanço a cabeça, descendo as escadas da área VIP. Assim que desço as escadas da área VIP, o som da música fica ainda mais forte. As luzes coloridas passam pelo salão enquanto as pessoas dançam, bebem e se empurram pela pista. Eu caminho em direção à saída com calma. A ruiva está encostada perto da parede, mexendo no celular como se não estivesse esperando ninguém. Mas quando eu paro na frente dela, ela levanta os olhos. Os lábios dela se curvam em um pequeno sorriso. Ruiva = Achei que você não vinha — ela diz. Matteo = chiara Você sabe que sempre Cumpro minhas promessas — respondo, ajustando o relógio no pulso. Ela me observa por um segundo, analisando cada detalhe como se estivesse tentando me decifrar. chiara = Seus irmãos estão se divertindo lá em cima. Matteo = tão sim—falo sem humor Ela ri de leve. Chiara = Você é diferente deles. Matteo = eu sei. vamos logo sai daqui eu não aguento esse barulho chiara = Então… — ela pergunta, inclinando um pouco a cabeça — para onde vamos? Eu faço um sinal para um dos seguranças abrir a porta da boate. Mattei = Para um lugar mais reservado o meu hotel [Del lunar] Ela sorri, como se já soubesse exatamente o que isso significa. Caminhamos para fora da boate. O ar da noite é muito mais agradável do que o calor lá dentro. O estacionamento está iluminado e meu carro já está esperando. O motorista abre a porta para nós. Chiara olha para o carro e depois para mim. Chiara = Uau… você realmente não gosta de fazer as coisas de forma simples, né?— ela diz olhando pra o meu carro Matteo = Eu gosto de conforto. Ela entra primeiro. Eu entro logo depois. A porta se fecha e o carro começa a se mover pela rua. Por alguns segundos, ficamos em silêncio enquanto as luzes da cidade passam pela janela. Ela cruza as pernas e se vira um pouco na minha direção. Chiara = Você sempre é tão quieto agente se conhece a quase dois anos e você continua desse jeito frio Matteo = eu não sou frio Só não gosto de falar muito quando não tenho nada importante para dizer. Ela sorri de novo. Chiara = Misterioso… eu acho que gosto disso. Eu apenas a observo por um momento. Matteo = E você, é Sempre assim tagarela Ela dá de ombros. Chiara = Só quando eu mim entereço por alguém fico meia nervosa. mais você é muito Cério tem que sorrir mais Eu solto uma pequena risada pelo nariz. Matteo = Pelo menos você é sincera. Ela inclina o corpo um pouco mais perto. Eu encaro os olhos dela por alguns segundos antes de responder. Matteo = Depende da companhia. talvez eu possa sorri O carro continua seguindo pela cidade enquanto o silêncio volta entre nós. Alguns minutos depois, o carro para em frente ao meu hotel. Assim que descemos, o porteiro abre a porta de vidro imediatamente ao me ver. Eu faço um leve gesto com a cabeça e caminho pelo saguão sem dizer nada. entramos no elevador depois de alguns minutos O elevador finalmente chega ao último andar. As portas se abrem e caminhamos pelo corredor até a minha suíte. Assim que entro, tiro o paletó e o jogo sobre a poltrona. Chiara ainda está perto da porta, olhando o lugar. A suíte é ampla, com janelas enormes mostrando a cidade iluminada lá embaixo. Ela dá alguns passos para dentro. Chiara = Você vive assim… rodeado de luxo? Matteo = Luxo não significa muita coisa quando você está acostumado com ele. Ela se vira para mim. Chiara = Você é um homem difícil de impressionar, Eu me aproximo devagar, seguro o queixo dela com dois dedos. Matteo = isso é porque Eu não procuro ser impressionado. O resto da noite passa rápido. Entre beijos, e caricias e momentos de i********e, chiara realmente é boa no que faz entre quatro paredes. Eu me levanto da cama, passo a mão pelo rosto e sigo para o banheiro. A água do chuveiro ajuda a clarear a mente. Quando termino, me visto novamente com calma. Ao sair do banheiro, ela ainda está deitada na cama, os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro. dormindo Eu escrevo um bilhete e deixo na mesinha do lado da cama eu não gosto de dormir fora de casa nem dormir com alguém do meu lado Antes de sai ligo pra portaria avalizado que era pra limpar esse apartamento assim que chiara sai liguei as câmeras que tenho aqui na minha suíte se mim perguntar pra quê isso eu vou responder o seguro morreu de velho meu amigo eu sou um Mafioso tenho muitos inimigos porai eu não confio nem na roupa que visto ainda, mais em mulher desci peguei meu carro e fui pra casa assim que cheguei cai logo na cama peguei no sono rapidinho
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