BRUNA NARRANDO Os dias seguintes foram uma mistura de exaustão e esperança. Eu vivia num ciclo estranho: hospital, casa, hospital de novo. Tudo girava em torno do Thales. Eu não tinha mais vida própria, não tinha mais rotina. As crianças eram minha âncora, mas ao mesmo tempo me lembravam do peso de estar sozinha. Cada vez que uma delas perguntava: “Mamãe, o papai vai voltar?” eu sentia meu coração ser esmagado. No meio desse caos, a briga com a Nicole continuava me martelando por dentro. Eu revivia cada palavra, cada grito, cada lágrima que vi escorrer pelo rosto dela na tela do celular. Me sentia uma péssima mãe. Eu sei que falei coisas que não devia, sei que machuquei. Mas ao mesmo tempo, eu não conseguia achar forças pra pedir desculpas. Eu estava cansada, esgotada, como se meu coraç

