capítulo cinco

1067 Palavras
A menina tinha cabelos castanhos, quadris curvos, pernas que não eram tão gordinhas ou magras, devia ter 1,60 cm de altura, a verdade é que ela não era bonita, nem f**a e havia algo em seus olhos, a maneira como ela sorria e seus cabelos puxados para trás me chamava a atenção. De acordo com as informações em minhas mãos, Ana Maldonado era uma jovem de 23 anos, era dona de um sorriso pelo qual qualquer homem se apaixona, sua pele castanha chamava a atenção, aquele olhar lindo, seu jeito de andar, aquelas curvas me fizeram tomar a decisão de dizer sim aos meus pais. Falei para minha mãe que se ela gostava de mim e tinha certeza que eu era a candidata que eles queriam para mim, mamãe respondeu que estava muito feliz que era ela, pois a mãe dela era amiga dela e sempre fala bem da filha doce. A grande surpresa não foi a decisão de casar sem contar para ninguém porque, o que me pegou de surpresa foi que meu pai disse que o casamento aconteceria em apenas duas semanas, m***a, a verdade é que ele queria mais tempo, tinha que resolver algumas coisas e papai não ajudou, além de que sem tanta pressa eu e ela talvez pudéssemos sair em encontros, Sair para comer, beber, se conhecer melhor, ser amigo. Porque eu concordei com esse casamento sem amor, mas pelo menos eu ofereceria a ele minha amizade sincera. Ser amiga e sem direitos, porque eu poderia fazer o que o papai decidisse, mas nem tudo seria feito como ele disse e se eu me casasse com essa moça ou qualquer outra, eu ia pedir para continuar sendo o CEO da empresa porque eu não ia perder tudo investido, todo o meu dinheiro, tempo e esforço. Esforços meus e do Fábio. Participando daquele jantar, eu nunca esperei que ela se atrasasse, odeio pessoas impontuais e quando olhei para Ana pela primeira vez ela me deixou sem palavras, ela era tão fofa em pessoa, ela parecia um pouco nervosa, e como uma tudo o que eu fiz foi ignorá-la e deixá-la mais desconfortável, enquanto a noite continuava a andar eu entendi uma coisa, Entendi que a Ana não sabia, nem fazia ideia do que o pai dela fazia com a minha empresa e por que ela estava aqui, essa noite tão bem arrumada. Aparentemente, o Sr. Maldonado não só engana seus associados, como também engana seus filhos. Entendi que essa era mais uma negociação onde papai colocaria minha b***a e a b***a do Maldonado no fogo para ver quem queimaria primeiro, mas papai falhou, esse cara era um homem que vivia traindo e enganando as pessoas. Por um pouco de dinheiro, Maldonado chegou a vender a própria esposa. Esses bastardos iam casar a filha comigo por dinheiro. Nossos pais no final eram parecidos de alguma forma, eu também estava aceitando isso para meu próprio benefício. Fiquei sério e tentei evitar olhar para o rosto dela, pois só de ver a surpresa e a dor que todos nessa mesa estavam causando com essa notícia, eu queria bater no pai dela, mas também em mim porque eu fazia parte de tudo isso. Mas o que eu poderia fazer? Nada. Me doeu vê-la prestes a chorar, ser forte e se conter de explodir na frente de todo mundo quando ela descobriu, não sei por que a p***a, me dói vê-la, foi uma dor estranha no meu peito, com uma sensação que eu nunca tinha experimentado com um estranho, ninguém merece isso, mas nem ela nem eu tivemos escolha. Não conseguia mais recuar. Ela só consegue vê-la correndo para fora do restaurante, eu me levantei sem dizer nada para ninguém e fui atrás dela, pelo menos eu tinha que confortá-la, não queria que ela soubesse que eu estava indo atrás dela, apenas a segui por muito tempo até vê-la parar em um parque. Conversando com ela, consegui tranquilizá-la um pouco, prometi ser sua amiga e esclarecer as coisas aos poucos, não ofereci amor a ela porque era um casamento arranjado, não era um conto de fadas onde a conheci. À noite, papai me pediu para levar alguns documentos para Maldonado e eu decidi que era um bom momento para deixar claro para ele que depois do casamento ele não queria que ele ou sua esposa se aproximassem de Ana, então eu o fiz assinar um contrato. Algo dentro de mim queria vê-lo, saber como ele estava e se tinha parado de chorar. Mas eu sabia que tinha que ter paciência porque meus pais nunca consideraram a opção de que a Ana pudesse ter alguém na vida dela. Chegar na casa dela e saber que ela não estava lá me incomodou muito, eu queria ir buscá-la e trazê-la de volta, achei que sabia onde ela estava naquele momento, com certeza ela estava com aquele que ligou cedo. Quando as horas passaram e eu desisti de esperá-la, ela chegou com os olhos vermelhos inchados, quando ela me viu seus lábios tremeram e a raiva se refletiu em seus olhos, eu sabia que tudo com o cara na ligação tinha que acabar, fiquei feliz por estar feliz e não entendi o porquê, ela só consegue esconder minha alegria. Alegria que morreu quando o cara horas depois chegou bêbado e dizendo que ela era dele, me ofereci como motorista para que o pai dela não fosse incomodado, o tempo todo fiquei incomodado com a forma como ele agiu com ela, queria tirá-lo do carro e deixá-lo deitado sozinho à sua sorte. Ouvir toda a m***a que o cara disse me deixou com ciúmes, mas fiquei feliz em lembrar que ela era minha e a partir de agora ela seria minha até eu me cansar do casamento. Porque uma vez casada, ela seria minha esposa. Embora no fundo eu estivesse feliz por tê-la em meus braços, eu também sabia que tinha que acabar com isso. Acabar com alguém chamado Sônia Gonzalez. Porque eu também tinha alguém que me amava. Alguém que durante 4 anos me deu tudo dela e não foi aceite pelos meus pais. O dia do casamento tinha chegado tão rápido, mamãe estava tão feliz que m*l dormia de tantos detalhes que combinava com o organizador do casamento, talvez mamãe estivesse gastando demais, eles acertaram nisso, afinal era o dinheiro do Sr. Smith que está pagando todas as despesas do casamento.
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