*** ***Dante Valessi***
°°Cinque anni fa.°°°
Eu estava na p***a de uma reunião com a famiglia, rodeado por conselheiros e chefes de setores, ouvindo meu pai discursar sobre negócios, território e alianças. Aquele tipo de conversa repetitiva que eu já conhecia de cor, onde velhos engravatados tentavam parecer mais importantes do que realmente eram. Então, meu celular vibrou no bolso do paletó.
Peguei o aparelho sem muito interesse, até que vi a mensagem de um dos meus homens: uma foto da minha noiva, a mulher que meu pai havia escolhido para mim, sentada em um banco de praça com outro homem. Mas não era só isso. Os dois estavam aos beijos, como dois adolescentes apaixonados.
Filha da puttana.
Senti o sangue ferver instantaneamente. Meu maxilar travou e um silêncio cortante se instalou dentro de mim. Meu pai continuava falando, mas eu já não ouvia mais nada. Sem dizer uma única palavra, levantei-me da mesa, ignorando os olhares confusos dos conselheiros e saí do salão sem me importar com o protocolo.
Eu precisava ver aquela merda com meus próprios olhos.
No estacionamento, entrei no carro e arranquei dali sem hesitação, mentalmente agradecendo por ser apenas dez minutos de distância. Minha respiração estava pesada, e minhas mãos apertavam o volante com força. Cada segundo que passava alimentava ainda mais o ódio que crescia dentro de mim.
Assim que cheguei, estacionei em um canto discreto e saí do carro. Meus olhos buscaram a imagem que eu já sabia que encontraria. E lá estavam eles.
A v***a e o desgraçado, sentados como um casal de merda apaixonado. Rindo, trocando carícias, como se o mundo ao redor não existisse. Ela tocava o rosto dele como se eu nunca tivesse existido, como se eu fosse um i****a qualquer.
A praça estava cheia. Famílias, crianças, casais caminhando de mãos dadas. Mas eu não me importava.
Eu queria sangue.
Meus passos foram calculados enquanto minha mente trabalhava rápido. Eu poderia simplesmente atirar nos dois, mas isso seria pouco. Eu queria queimar aquela cena da forma mais brutal possível.
Minhas mãos alcançaram o bolso interno do paletó. Ali estava ela. Uma granada M67. Simples. Eficiente. Fatal.
Sem hesitar, retirei o pino com um puxão firme. O clique do gatilho soou como música para mim. Meus olhos fixaram no casal uma última vez antes de lançar a p***a da granada bem no meio deles.
BOOM!
O som da explosão rasgou o ar, e o impacto foi instantâneo. Corpos foram lançados para todos os lados. O fogo se espalhou, engolindo gritos desesperados. Sangue, destroços, pedaços de carne queimando. O cheiro da morte preencheu o ambiente, e eu respirei fundo.
Aquilo... foi uma delícia.
Fiquei ali, observando o caos que eu havia causado. Não sobrou ninguém inteiro. Apenas pedaços espalhados pelo chão, a p***a de um quebra-cabeça de carne e ossos. Sorri. A traição foi paga com sangue.
Virei as costas, entrei no carro e saí dali como se nada tivesse acontecido.
Mas meu pai... ah, aquele velho filho da p**a não ficou nada satisfeito.
Ele me arrancou da p***a da minha liberdade. Disse que um Don não age daquela maneira, que eu fui impulsivo, que expus a famiglia ao risco desnecessário. Chamou-me de i****a, disse que eu merecia pagar por aquilo.
Maldito.
Esse velho está ficando louco.