A Febre

1084 Palavras
Steph - Está com fome? - Perguntei. A garota apenas negou com a cabeça. Já fazia 3 horas desde que Will saiu, e logo depois que ele foi para o tal compromisso, a Mel viu um pouco de tv, brincou sozinha, porque não quis que eu brincasse junto, e pouco depois, se deitou em sua cama e não saiu mais dali. - Steph, estou com dor de estômago. Ela m*l terminou de falar quando saiu correndo para o banheiro e eu já imaginei o porquê. Alguns minutos depois ela voltou. - Eu vomitei. - Falou ao choramingar. - Oh, meu bem, vem cá… - A puxei pela mão e ela se aproximou de mim. - É só a barriguinha que dói? - A cabeça também. - Começou a chorar. Coloquei a palma da minha mão na testa da criança e ela estava ardendo em febre, o que me assustou um pouco. - Você está com febre, meu bem. Procurei um pouco por um termômetro e logo achei, então tirei a temperatura da criança, estava marcando 37,8. A garota se deitou em sua cama e logo reclamou de frio, por isso a cobri com o cobertor. - Quero meu pai! - Reclamou. - Claro, preciso avisá-lo… Tentei ligar algumas vezes para Will, mas só dava “celular desligado”, que ele quisesse se divertir ok, mas precisava desligar o celular tendo uma criança pequena em casa? Quanta irresponsabilidade! - Pequena, o papai deve estar sem bateria, mas logo, logo ele chega, ok? A garota, sem força para responder, apenas acenou positivamente com a cabeça, parecia bem cansada. - Dorme um pouquinho. - Falei. - Fica aqui comigo? - Pediu ao escutar um raio cair. - Tenho medo de raios e trovões. - Claro que eu fico, prometo que não saio daqui. - Sorri. A garota deu um leve sorriso, acho que era a primeira vez que a via sorrir, e em seguida, acabou dormindo. Não sai um segundo sequer do lado dela, nem para comer ou ir ao banheiro, queria estar ali quando ela acordasse. Cerca de 1h15 depois, Mel acordou. - Steph? - Estou aqui, meu bem. - Você ficou aqui. - Sorriu. - Mas… Cadê meu pai? - Ele ainda não chegou, e está com o celular desligado, mas já deixei milhões de mensagens, viu? - Ela acenou positivamente com a cabeça. - Deixa eu ver essa febre. Peguei o termômetro e tirei novamente a temperatura dela, 38,9, d***a, tinha aumentado, o que me apavorou um pouco, porque se subisse mais eu seria obrigada a levar a criança a um hospital ou pronto atendimento. - Mel, a febre está alta, acho bom você tomar um banhinho pra ver se ela abaixa. Você deixa eu te dar banho? A menina, quase sem forças para falar, apenas acenou positivamente com a cabeça. A peguei no colo e a levei até o banheiro, tadinha, estava tão fraca, que não conseguia nem brigar comigo ou dizer a palavra preferida dela pra mim “não”, preferia ela como estava antes, detesto ver criança doente. Sentei a menina em um banco, que havia no banheiro, preparei a banheira, pois ela estava sem forças de tomar banho em pé, e vi tudo que eu precisaria, toalha, sabonete… - Vamos tirar a roupinha pra tomar banho? - Ela apenas acenou positivamente. Tirei a roupa da criança, e a coloquei na banheira, estava quase dormindo de tão fraquinha, e eu me controlando para não entrar em desespero. Dei banho na garota, a sequei, a enrolei na toalha, a peguei no colo e fomos até o quarto dela, coloquei Mel na cama e vi uma roupa para colocar nela, a vesti e deixei a garota deitada na cama. Tentei ligar novamente para Will, mas só dava celular desligado. Ai, que raiva! Procurei por algum remédio para febre e encontrei um, porém fiquei com medo de dar para a criança, podia lhe fazer m*l. Droga, o que faço? Fui até a criança e tirei sua temperatura novamente, 38, 7, pelo menos havia diminuído um pouco, mas ainda continuava alta. Me retirei para guardar o termômetro e logo Mel vomitou. - Desculpa. - Começou a chorar. - Está tudo bem, eu vou limpar. Limpei tudo enquanto morria de preocupação com a garota, e comecei a cogitar a hipótese de levá-la a um hospital. Nisso, Will chegou em casa. - Até que enfim! - Falei. - O que houve? Aconteceu algo? - Perguntou preocupado. - A Mel está com febre, já vomitou duas vezes, dei banho nela, mas fiquei com medo de dar remédio, há pouco tirei sua temperatura e estava com 38, 7, estava pensando em levá-la ao hospital. - Cadê ela? - Perguntou aflito. - No quarto dela. O homem correu até o quarto da garota e eu fui atrás dele, e ao chegarmos no quarto da menina, nos deparamos com ela convulsionando, para o nosso desespero, porém, logo passou, mas ela ficou desacordada, parecia estar dormindo. - Me ajuda, pega a chave do meu carro, que está na estante. - Falou ao pegar a criança no colo. Corri até a estante, peguei a chave e saímos debaixo de chuva até o carro do homem. - Sabe dirigir? - Me perguntou. - Sei. - Ótimo, porque eu bebi um pouco, então você dirige. Entrei no lugar do motorista e o homem foi no banco de trás com a garota. Acelerei o máximo que pude até chegarmos no hospital mais próximo, e assim que isso aconteceu, Will pegou a filha no colo e fomos até a recepção. O homem explicou o que havia acontecido, e segundos depois, uns enfermeiros apareceram e colocaram a criança em uma maca, levando-a. O homem respirou fundo, visivelmente preocupado. - Desculpa, desculpa, eu… - Steph, o que houve? Como foi isso? - Eu não sei, ela estava bem, mas de repente começou a ficar quietinha, amuada, reclamou de dor de estômago e dor de cabeça e quando eu vi, ela já estava ardendo em febre. Desculpa. - Comecei a chorar. - Calma, vai ficar tudo bem, a Mel é forte. Olha, se você quiser, pode ir pra casa, eu fico aqui. - Quê? Não, eu vou ficar aqui, eu quero saber o que ela tem. - Ok. - Sentou em uma cadeira e eu fiz o mesmo. Ai, meu Deusinho, me ajuda, por favor, não deixe que nada de r**m aconteça pra essa menina, é apenas uma criança, e eu não me perdoaria se algo lhe acontecesse.
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