~~CAPÍTULO 10~~
BAILEY ROSS
Eu estava na lanchonete, comendo uma fatia de bolo de chocolate e café ao leite, o dia de hoje foi intenso e longo, as crianças sugam as energias da gente, precisava passar da faculdade para devolver o livro e pagar as taxas da formatura, em breve será minha apresentação de tese do final do curso junto com o fim do estágio. Estou entusiasmada para submeter currículos para meu primeiro trabalho, mamãe sugeriu que eu me candidate a vaga disponível no colégio da Chloe porque ela não está dando conta dos mais novos, atividades entre irmãos e a sessão psicoterapeuta com os alunos do último ano.
Com seu grau de mestrado, a escola irá disponibilizar uma turma especial para mamãe assumir, enquanto outra professora assume sua turma. É um desafio e tanto, porém é bom que eu trabalhe com a mamãe para adquirir experiências e não me insolar. Assim que meu certificado estiver pronto, irei submeter os documentos para o colégio Stafford hause.
Suspirei, me levantei me preparando para pagar a conta quando, um grupo de homens entrou, o que me chamou atenção neles, foram as armas em suas mãos e seus rostos cobertos com máscara, rapidamente eu me sentei de volta na mesa, destravei meu celular e cliquei em ligar para meu pai.
— Oi princesa.
Ouvi papai dizer. O som de tiros ecoou, eu me abaixei rapidamente.
— Tudo mundo quieto, olhos para baixos.
Esse sotaque, eles não são americanos.
— Querida, você não.
Um homem segurou meu braço forçando que eu fique de pé. A dor no meu braço trouxe minha atenção de volta para o homem que estava puxando-me enquanto tentava manter os reféns olhando para baixo.
— Ela é muito mais bonita pessoalmente.
O quê? Eu ainda estava dormindo. Tinha que ser isso. Nada disso era real.
Eu ia morrer.
Minha vida terminando em uma bagunça.
Eu não queria morrer.
Hoje não.
Não por muito tempo.
Por que isso está acontecendo?
Lágrimas começaram a deslizar pelas minhas bochechas enquanto eu rezava para que estivesse vazio. Meu estômago caiu. Uma explosão de gritos foi contida pela asfixia em volta do meu peito. Apertando. Sufocando.
Ele me soltou e eu caí contra a parede. As respirações duras e trágicas queimaram meus pulmões. O mundo girou e meus dedos cavaram a parede em busca de apoio.
— O padrão ficará feliz em saber que conseguimos capturar uma das filhas do Ross.
O sinal sonoro e o clique da segurança da porta piscaram no fundo da minha mente.
— p**a merda.
A maldição baixa do homem era incomum, e minha cabeça apareceu quando me virei e olhei em direção à porta.
Eu m*l tive tempo de entender quem estava lá e por quê.
O tempo parou.
A única coisa que registrei foi a arma na mão de um homem e cada estalo quando disparava. Tiros precisos de seu cano silenciado que terminaram com gritos emergentes das pessoas.
No meu periférico, três dos homens com máscaras caíram no chão. Cinco tiros ao todo, mas eu ainda estava de pé, olhando diretamente para o cano escuro e final da vida. Eu mudei meus olhos para focar atrás da arma para o homem, para ver meu assassino antes de morrer, e meu coração parou.
Matteo?
Sua expressão era calma e séria um homem em uma missão.
Seu dedo permaneceu no gatilho, mas depois seu braço relaxou ao seu lado.
Meu coração disparou, batendo contra o meu peito tão rápido que parecia que estava tentando sair das minhas costelas. Eu não conseguia pensar, não conseguia me mexer. Só podia olhar para ele. Choque completo tinha sequestrado meu sistema.
Ele estendeu a mão e agarrou meu braço, me puxando em direção à porta.
— Eu preciso de você.
Palavras que enfraqueceram meus joelhos, mas, por uma razão completamente diferente. Tropecei, meus pés parecendo ter perdido toda a memória de como funcionar. Ele era forte e não havia resistência, mesmo que eu pudesse.
Quando passamos pela porta, eu me virei e olhei com horror de olhos arregalados.
As paredes estavam pingando de vermelho. Seus olhos estavam vazios quando o sangue se acumulou embaixo deles.
Um grito se formou no meu peito, mas não saiu. O mundo caiu por debaixo de mim enquanto eu tentava entender, processar o que estava acontecendo.
Olhei para o carro por um breve segundo, depois deslizei. No momento em que a porta foi fechada, ele ligou o motor e puxou para fora, mas não na pressa que eu esperava. Lento. O limite de velocidade da garagem. Depois que percorremos alguns quarteirões em um silêncio assustador, ele puxou seu telefone do bolso e o pressionou.
— Ela está segura, senhor. Estamos a caminho de casa.
Matteo informou, virei o rosto olhando para trás para saber se fomos seguidos, provavelmente não, ele estaria dirigindo em alta velocidade com seu cano de arma na mão. Não, não, não. Papai está com problemas, muitos problemas com os mexicanos.
— Senhorita tudo bem?
Matteo questionou, eu não estou bem, no entanto isso é o de menos, mamãe ficará agitada se souber do ataque, eu preciso ligar para ela.
— Minha bolsa, droga meu telefone eu quero falar com mamãe, ela está preocupada.
— Em 5 minutos estaremos em casa.
Eu levantei as mãos para meus cabelos, não, se mamãe estiver gravida, ela não pode levar um susto destes, não faria bem para ao bebê. Assim que Matteo estacionou o carro, eu abro a porta do carro e desço rapidamente, subo dois a dois degraus até alcançar a hall, invadir a sala principal.
— Graças a Deus.
Tia Simona disse, eu olhei para minha mãe, deitada no sofá e sendo atendida por uma médica. Eu imaginei que isso poderia acontecer.
— Mamãe.
Eu disse a ela, ficando de joelhos perto dos seus ombros, ela parece sonolenta com aspecto pálido no rosto, suavemente eu cariciei seu rosto.
— Que bom que chegou.
Ela resmungou antes de fechar os olhos e dar um longo suspiro.
— Ela está sedada para não prejudicar o bebê.
Disse a médica, eu assenti.
— Não se preocupe, em breve todos estarão em casa.
Eu disse notando ausência do Lucas, Chloe e Emily, papai sabe se cuidar, eu sei que ficará bem.
— Eu não quero dormir.
Mamãe disse suavemente, para o nosso alivio Lucas entrou na sala brincando com Chloe.
— Dá um beijo na mamãe.
Chloe disse ao Lucas, rapidamente, ele veio correndo e deu um beijo na bochecha dela.
— Boa tarde mamãe.
— Boa tarde querido.
— Vamos preparar hambúrguer?
Chloe disse ao Lucas, quando eles se afastaram eu beijei a bochecha da mamãe.
— Pode dormir agora.
Ela assentiu antes de finalmente ceder aos medicamentos. Tia Simona cobriu mamãe com um lençol, que bom que ela não estava sozinha quando recebeu a notícia do ataque.
— Obrigada por cuidar dela, tia Simona.
Eu agradeci a ela.
— Somos uma família.
Ela murmurou, virando-me para a médica ao meu lado, eu disse;
— Nós vamos hospedá-la em um dos quartos de hospedes, até que a mamãe esteja completamente bem.
— Tudo bem, eu preciso levar minhas roupas.
— Matteo por favor, leve a senhorita até sua casa.
— Por favor senhorita.
Eu fui até meus irmãos. Chloe estava preparando hambúrgueres enquanto Lucas ajudava a montar, dei um beijo na bochecha de Lucas que fez bico fofo.
— Como mamãe está?
Chloe questionou brevemente, ela é muito forte por não surtar ou demonstrar sua preocupação facilmente, ela é uma menina grande.
— Ela está bem, só foi sedada por precaução.
— Eu soube que foi atacada, que bom que voltou bem.
— Também estou feliz em voltar inteira.
Eu murmurei lembrando dos clicks da arma do Matteo e aqueles homens no chão sucumbindo de arrependimento.
— Porque estes homens interromperam minhas atividades físicas?
Disse Emily entrando vestida com roupas de balé, ela estranhou vendo mamãe dormindo no meio da sala e tia Simona ao seu lado.
— Problemas?
Ela questionou para Chloe.
— Depois conversamos, vá tirar essas roupas ridículas, não combinam com seu cabelo.
Eu engoli o riso, ninguém em plena consciência acreditaria que faz balé, seus cabelos longos de 3 cores diferentes, destacam sua rebeldia e não sua suavidade.
Passei o resto da tarde com meus irmãos, tio Alex chegou para deixar Mica em casa, depois saiu sem dizer uma palavra, desde então, a casa está cheia de seguranças armados até ao pescoço. Ninguém saiu para fora, ninguém ficou perto das janelas, um tempo depois avô Victor veio para ver como estamos em seguida saiu novamente.
Mamãe estava dormindo no seu quarto com tia Simona, Mica, Lucas, Emily e Chloe estavam no seu quarto assistindo filme para passar tempo, papai não havia voltado e estava ficando muito tarde, quando ouço duas batidas na porta.
— Entre Chloe.
Eu murmurei fingindo ler um livro.
— Se quiser barras de chocolate estão na geleira.
Afirmei, ela sempre vem levar barras de chocolates, não sei porque não passa do supermercado e compra os seus, pois todas temos uma geleira no quarto para colocar besteiras. Quando notei o silencio, eu levantei os olhos e encontrei Matteo parado na minha porta.
— O que está fazendo aqui?
Eu questionei fechando o livro, ele está louco? Meus irmãos podem entrar, sem falar do papai.
— Seu pai está na fronteira.
Matteo informou virando as chaves da minha porta e trancando-a.
— O que ele faz na Fronteira?
Eu questionei, é por isso que ainda não chegou em casa.
— Interceptando as cargas e impedindo que certo tipo de grupo entre ou sai da cidade, os que forem encontrados na cidade, serão mortos.
— Ele quer mandar um recado.
Eu murmurei convencida disso.
— Não, ele está matando pessoas por eles terem atacado sua família. Há um grupo de homens sendo preparados para viajar para fronteira do México com sul da Califórnia em Holliyod amanhã, não assista o jornal, será um banho de sangue autentico.
Papai nunca foi de responder com tanta violência.
— Porque ele está respondendo com tanta violência?
— Um homem em plena consciência, nunca ataca a família do seu inimigo, é covardia. Ele está reagindo como todos os homens responderiam, com violência, mortes e mais mortes, até que todos estejam mortos.
Eu assenti.
— Muito obrigada por me salvar, mais cedo.
Estava tão preocupada com o estado da mamãe que me esqueci de agradecer a ele por salvar minha vida daqueles homens. Ele é um grande homem, soldado excepcional, se não fosse tudo que está acontecendo, eu o admiraria com mais atenção.
— É meu trabalho, senhorita.
— O que está fazendo aqui?
— Vim fazê-la companhia, se eu não for um incomodo.
— Claro que não é, venha.
Eu bato duas vezes o colchão da minha cama, sinalizando para ele se sentar, ele sentou-se na ponta da cama o mais distante de mim. Eu sorri e entrei debaixo dos cobertores, nós ficamos em silencio, apenas um olhando para o outro, quando eu estava prestes a cair no sono ouvi.
— Eu também te desejo muito, mas, você é proibida para mim.
Fechei os olhos, deixando o cansaço me vencer.