~~CAPÍTULO 7~~
BAILEY ROSS
Eu estava segurando o casaco do Matteo nas mãos, enquanto eu caminhava em direção aos edifícios dos funcionários, nunca havia entrando lá é uma ala dos homens. Na verdade, são poucas mulheres que trabalham aqui em casa, considerando que mamãe ajuda nas tarefas domesticas sempre que pode. Eu bati duas veze a porta antes de entrar, a sala de estar enorme cumprimentou-me, havia uma mesa de bilhar do outro lado e uma cozinha espaçosa, o outro compartimento parecia a sala de jogos, as paredes eram alegres, havia pinturas, uma janela enorme com a visão da piscina e o jardim. É belo e tranquilizador, a sensação de paz, de casa, era o que prevalecia.
Seguindo as escadas, Miche informou-me que, Matteo está instalado no primeiro andar na terceira porta, seguindo a sua voz, eu desviei no primeiro corredor e contei duas portas antes de encontrar a sua. Dei duas batidas na porta e esperei, mas quando ele não respondeu nem abriu a porta, entrei no seu quarto, eu precisava deixar seu casaco e sair sem que ele perceba que estive aqui.
Olhei através das janelas duplas, como o jardim parecia encantador deste lado, as flores sorriam alegremente e o vento sacudia as folhas das arvores, havia uma sacada no seu quarto, composta por rosas. Eu lembro delas, tia Fiorelle cultiva rosas, tão belas como estas. Meus olhos voaram para sua cama de casal acompanhado de lençóis azuis, a simplicidade do quarto me deixou intrigada, não havia nenhuma foto da sua família, nenhum quadro, apenas a cor azul escuro em suas paredes e este jardim solitário acompanhando sua solidão.
A porta foi aberta, eu virei para encontra-lo saindo do chuveiro apenas amarrando uma toalha em sua cintura, desviei o olhar rapidamente para o jardim e permaneci assim enquanto digo:
— Seu quarto é solitário, como você.
Virei meu corpo para encontra-lo vestindo uma calça jeans rapidamente, suas costas estavam machucadas, porém as tatuagens cobriam a maior parte das suas cicatrizes. Eu me aproximei lentamente para olhar de perto, levantei a mão direita e toquei a cicatriz profunda. Matteo suspirou pesadamente, mas, não me pediu para tirar minha mão ou se afastou.
— Quem fez isso com você?
Eu questionei, uma lagrima molhou minha bochecha, porque estou chorando por ele?
— Senhorita, por favor, não chore por mim.
Matteo virou seu corpo ficando de frente para me, seu abdômen trincado, levantei a mão novamente e passei pelo seu abdômen, o que ele come para permanecer assim, tão bem? Alcancei seu peitoral com os dedos e toquei, eu o queria tanto que a minha consciência enlouquecia só de pensar em suas mãos passando pelo meu corpo.
— Eu te desejo tanto que chega a doer.
Resmunguei afastando-me dele, joguei seu casaco na cama e me retirei do seu quarto rapidamente, meu pequeno coração estava aflito, palpitando mais rápido, que meu corpo poderia aguentar, segurando sob arvore, meu coração sangrou, sangrou rapidamente como fogo queimando minha pele, moldando como uma tatuagem marcada na minha carne.
Eu chorei.
Como rio seco esperando amargamente pelos gritos de chuvas vindos do céu nublado. Finalmente, eu me ergui, o rio estava cheio demais lamentando minha dor.
— Tia Bailey.
O grito de Mica chamou minha atenção, tio Alex chegou com sua família, ele sempre gostou de aparecer de surpresa, típico de homens. Lentamente, eu caminhei em direção a sala comum onde estavam papai, mamãe, tia Simona e Tio Alex.
— Boa tarde.
Eu cumprimentei-os brevemente.
— Nós temos uma notícia, minha esposa está esperando um filho.
Ergue a sobrancelha, Tio Alex será pai novamente, que boa, magnifica notícia.
— Meus parabéns, nós estamos esperando a consulta da segunda feira para um ultrassom para confirmar a minha gravidez.
— Vamos ser mães ao mesmo tempo.
Saí lentamente para meu quarto, nos dias que eles estão hospedados será um barulho autentico, Mica é uma coisa fofa e barulhenta, nunca para quieta.
— Tia Bailey, tia Bailey, aonde está Chloe?
Ela entrou correndo no meu quarto e subiu na minha cama rapidamente, em seguida começou a pular.
— Eu não sei, já deveria estar em casa.
Ela sai mais cedo do colégio, a essa hora já deveria estar em casa, lentamente, atravessei minha porta e fui na sua, nós estamos no segundo andar, papai e mamãe se mudaram para o terceiro porque o corredor é muito barulhento com Chloe e o Lucas. Agora com a chegada de mais um m****o, creio que Lucas volte a frequentar com mais aderência o quarto dos meus pais para ele participar ativamente da gestação da mamãe, para não criar intrigas, ciúmes entre ele e o neném quando vai nascer.
Ela não está, estranho, desci as escadas em direção a sala principal, quando Lucas saiu dos braços do papai em direção a Hall, soube que era Chloe que havia chegado.
— Chloe, Chloe.
Lucas gritou estendendo suas mãozinhas desesperadamente.
— Sua mana chegou.
Ela levou-o em seus braços, Emily deu um beijo na sua bochecha o que o fez sorrir ainda mais. Ela deixou sua mala rosa e jogou o urso azul no sofá da sala principal.
— Olha quem está aqui, menina, o que você come?
Emily questionou enquanto encarava Mica, ela cresceu muito, alta com cabelos longos castanhos.
— Oi mana Emily.
Ela respondeu. Fui sentar-me no sofá enquanto aguardava elas terminarem de se cumprimentar, estendendo os pés no apoio do sofá eu suspirei.
— Ela é uma bichinha tímida.
— Eu não sou tímida, Chloe, você prometeu me levar para sair.
— Primeiro eu quero tomar banho, segundo, comer, depois eu cumpro.
Disse Chloe em resposta, sair é uma boa ideia para Chloe me perdoar. Ela está evitando-me desde semana passada
— Tome esse maldito banho rápido.
Mica disse impaciente, ela acabou de chegar de viagem, porque ela está impaciente, deveria estar descansando.
— Podemos jantar no restaurante depois de assistirmos um filme.
Eu sugeri, ela não pode me evitar para sempre, Deus somos irmãs.
— Desde quando se interessa em coisas de crianças?
— Estou tentando fazer as pazes.
Levantei meu tronco e encarei-a, vai Chloe, me perdoa.
— Já passou da hora Chloe, perdoa sua irmã, que dó dela.
Emily disse auxiliando na nossa reconciliação, Chloe fez bico enquanto pensava nisso, Lucas beijou a bochecha da Chloe que amoleceu seu coração.
— Tudo bem, você vai, não é para reclamar.
Isso.
— Eu prometo.
Prometido, de prometido.
— Oi crianças.
Mamãe disse surgindo na sua principal.
— Boa tarde professora Torres, eu vim passar alguns dias aqui.
Emily informou.
— Tudo bem Emily, sua mãe ligou para me avisando.
— Vamos tomar banho? Vai ficar bonitão e cheiroso.
— Pizza.
Lucas disse animado.
— Aonde vão?
Mamãe questionou virando seu corpo para olhar para nós, ela parece um pouco cansada mesmo que não deixe transparecer, seu rosto está pálido com olhos fundos. Acho que ela andou vomitando.
— Jantar fora.
Eu informei a ela.
— Boa ideia, vamos aproveitar para fazer o mesmo.
Elas subiram para o quarto e mamãe aproximou silenciosamente.
— Quer me contar alguma coisa?
Ela questionou me encarando com desconfiança, infelizmente, não posso partilhar nada com ela, é muito cedo para criar expectativas.
— Ainda não, mãe, é cedo.
— Tudo bem, vá tomar banho, você conhece sua irmã, dois minutos ela já está pronta.
Sim, não sei como ela consegue se arrumar tão rápido e ainda usar maquiagem. Eu não consigo me arrumar mais rápido do que ela.
— Claro, avisa os seguranças, Tio Alex vai levar a locomotiva de Mica?
— Eu vou perguntar, não se preocupe com isso querida.
Eu assenti, subo para tomar um banho rápido apesar do barulho irritante, escolho um vestido longo azul e sapatinhos, cabelos soltos sem maquiagem. Finalizei com perfume e arrumei minha bolsa rapidamente.
— Papai você está nos atrasando.
Chloe gritou batendo no pé, papai estava arrumando Lucas.
— Comam alguma coisa antes de saírem.
Mamãe sugeriu, não dá tempo para comer, temos apenas 30 minutos para chegar na sessão da tarde ou teríamos que esperar para 8H da noite para assistir filme no cinema.
— Não vai dar mãe, diga para seu marido se apressar.
Papai estava demorando muito só para arrumar Lucas.
— Não precisa, ele já está pronto.
Papai disse descendo as escadas com Lucas nos braços.
— Meninos grandes se arrumam rápido Lucas.
Ela deu um sermão ao seu irmão.
— Papai, lavou meu cabelo, mana.
Ele falou com aquela voz de criança deliciosa.
— Pai.
Chloe começou a falar.
— Você é muito apressada.
— Pai onde está a mochila do Lucas?
Não brinca, nós não vamos sair tão cedo de casa. Papai revirou os olhos lembrando que ele não fez sua mochila.
— Esqueci de fazer.
— Deixe, eu mesma faço.
Chloe subiu rapidamente para fazer a mochila dele.
— Eu já comi.
Mica disse limpando a boca, ela estava vestindo um vestido florido, sapatinhos, cabelos presos em um coque elegante e uma mochila da Chanel nas costas.
— Chloe, pegue as chaves do meu carro.
Emily gritou enquanto passava batom roxo em seus lábios, ela estava vestindo calças jeans regata, uma blusa barriga fora e casaco de napa da cor preta. Seus cabelos extravagantes estavam presos em um coque ousado.
— Esquece, você não vai dirigir hoje.
Chloe disse voltando com a mochila do Lucas nas mãos, ela foi mais rápida, que o papai, a mochila do Lucas é composto por camisola e roupas para trocar, sem falar de número de telefone e um GPS, caso ele se distancie de nós sem percebermos.
— Não voltem tarde.
Tio Alex disse.
— Hoje é sexta feira, não vamos voltar cedo.
Eu informei, tio Alex cruzou os braços em resposta, Mica foi se despedir da mãe.
— Tchau, mamãe.
— Se comporte.
— Eu vou.
Estávamos perdendo muito tempo aqui, eu virei o corpo e caminhei até a saída, meu coração parou ao ver Matteo nos esperando em frente ao seu carro, ele estava muito bonito como sempre, mais bonito que o habitual, seu cabelo foi amparado e sem vestígios de barba desleixada. Desviei os olhos rapidamente, concluindo de descer as escadas indo em direção ao carro da mamãe para levar a cadeirinha do Lucas quando ouço.
— Vão usar meu carro.
Mamãe informou, não acredito que ela vai permitir que eu use seu carro. Mica entregou-me as chaves do carro da mamãe, destrancando-o, todos entraram no carro, Lucas estava sentado corretamente da cadeirinha, por ser a mais velha, Emily sentou-se ao lado do motorista. Dando a volta eu entrei no carro e liguei o mesmo.
— Cinto afivelados?
Questionei para elas, quando afivelaram os cintos, eu em esperei a primeira locomotiva ficar à frente e nós no meio entre os carros.
— Escolherem o filme?
Eu questionei olhando para estrada, eu odiava a locomotiva de segurança por diversos motivos, são lentos como o inferno, coloquei marcha lenta e desviei saindo da locomotiva comandando o caminho.
— Estão estreando o filme da Barbie.
Sugeriu Mica, mordo a língua para não reclama, eu não acredito que ficarei horas vendo Barbie o filme. Quando o final abriu, dirijo por mais 10 minutos até o cinema do centro do shopping, rapidamente descemos do carro e atravessamos o estacionamento até o elevador para o 4 andar.
— Comprem lanches, me encarrego dos bilhetes.
Ordenei dividindo os minutos que restaram, consegui 5 bilhetes, estavam vendendo caros demais por ser no último minuto. Depois de assistirmos o filme, fomos jantar ali mesmo no restaurante do shop, em seguida passamos da feira de diversão, da feira fomos para um show que estava tendo na cidade, Mica e Emily insistiram muito para irmos.
Chegamos em casa quase duas horas da manhã, Lucas capotou de tanto cansaço, segurando-o no meu colo, nós entramos no interior de casa, encontrando tio Alex nos esperando.
— Porque demoraram tanto?
Ele questionou irritado, eu encolhi os ombros, hoje é sexta feira, temos liberdade para nos divertir um pouco mais que o normal.
— Sexta-feira, tio Alex.
Chloe respondeu passando por ele.
— Eu me diverti muito pai, sabia que existia show a beira da praia? Foi tão legal.
Mica disse entusiasmada.
— Eu vou deixar Lucas no quarto, está cansando.
Informei, se ele quiser reclamar que fale com sua esposa, aqui não é Itália, nós temos mais liberdade para fazermos muitas coisas sem levar um sermão no final do dia.
— Eu vou dormir, vamos bichinha.
Emily disse também passando por ele, foi um dia longo.
— Boa noite pai.
Ouço Mica, dizer.
— Boa noite princesa.