Adam Reynolds
Vicente passa na minha casa que fica na divisa com a cidade e o lago, a casa, melhor, a mansão antiga que foi reformada, mas não perdeu o charme das suas características antigas.
Nisso aquele i****a do Heitor acertou em cheio!
Hoje vamos comemorar o carnaval em nossa cidade amada.
Não preciso de uma data para comemorar, mais é bom ter um motivo plausível para sair e se divertir.
Meu pai vai viajar essa noite e só o verei daqui a um ano, não vejo há hora de me livrar da secretaria que nem fiz questão de saber quem é direito, sendo irmã de quem é deve ser chata e irritante.
Essa é a época do ano que mais amo em toda a minha vida, quer dizer, desde que completei a idade de entender o que é o carnaval em Nova Orleans.
Sempre me dou muito bem no carnaval, digamos que tenho uma disputa internar com Vicente, e claro, sou o rei do carnaval todos os anos por dar mais colares que ele...
-O Carnaval de Nova Orleans, o mais famoso dos Estados Unidos, parte da tradição do Mardi Grass, termo francês que significa Terça-Feira Gorda. Este movimento teve seu início na Louisiana, por volta de 1699, ano em que ocorreu a primeira documentação deste evento, a iniciativa dos colonizadores franceses para festejar em terras distantes.
Diante desta atitude da elite inglesa e dos chamados crioulos, os agrupamentos negros de Nova Orleans também decidiram integrar esta festa e, assim, os membros das altas classes negras criaram seus próprios festejos, enquanto a camada operária desta etnia elaborou outra forma de se divertir no Carnaval, que também se tornou muito popular nesta cidade. O Cajun, expressão campesina do Carnaval, ao contrário da manifestação urbana, se inspira no modelo francês predominante no campo, importado pelos Acadianos da Nova Escócia, agrupamento étnico que descende dos colonizadores originalmente residentes na porção nordeste da América do Norte, incluindo algumas áreas do Canadá, que desembarcaram na Louisiana no final do século XVIII.
Esta festa tem sua origem na era medieval da Europa; é o resultado de elementos culturais distintos que se disseminaram pela Louisiana. Pequenas turmas de folgazões, montados a cavalo ou transportados em caminhões, peregrinam de residência em residência, fantasiados de palhaços, mulheres e diabos, portando máscaras normalmente confeccionadas com telas de arame ou papel machê. Uma vez no interior dos lares, eles cantam e dançam para os donos da casa.
Uma atividade que nasceu da união de alguns comerciantes para melhorar as vendas de seus produtos.
Ao longo do Mardi Grass, mais de 50 grupos realizaram seus desfiles ao longo da cidade. Os bares não fecham e ficam lotados, e neles são exibidos figurinos mais bizarros. As pessoas se embebedam e realizam pelas ruas uma grande farra. O principal local de convergência dos foliões negros é a Avenida Clair Borne; aí se mesclam os mais curiosos e diferentes grupos, trajando as mais excêntricas peças.
Esta festa se tornou popular por suas máscaras de gesso, seus colares de continhas e seus grupos que compõem pequenas bandas por todo o mês carnavalesco, atingindo seu auge na ‘terça-feira gorda’, que encerra o Carnaval, um dia antes da Quarta-Feira de Cinzas, quando se inicia a Quaresma. O soberano desta festividade é o Rei Zulu, e a trilha sonora é composta por uma fusão de ritmos de procedência n***a.
No Mardi Grass predominam os trajes tecidos com as cores típicas deste evento o dourado, representando o poder; o verde, que denota a fé; e o roxo, símbolo da justiça. Tornou-se convencional nestas paradas carnavalescas a nudez feminina. As estudantes revelam os s***s em troca de colares de continhas.
- Não me lembro de te perguntar a história do carnaval de Nova Orleans... - Vicente está p*** da vida, seus pais querem o obrigar a casar no próximo ano, são bem severos quanto a isso.
Digamos que meu amigo tinha até os trinta anos para viver o que há vida tem de melhor, mas seu tempo está acabando e logo ele terá que se amarrar em um casamento para sempre.
Na família dele não tem divórcio, são bem tradicionais quanto há isso.
Uma família de advogados muito rica e influente, bom, ele não tem para onde correr, somente aceitar o que sua mãe ordena.
-Depois que eu praticamente dou uma aula de história para você meu querido amigo, vamos ver quantos colares daremos nessa noite... Estou sentindo que esse ano irei ganhar novamente, irei embora somente com meu colar no pescoço da moça mais bonita da festa! - Vicente tem aparência de um viking, ele é maior que eu alguns centímetros, mas ele dá um pouco de medo.
- Repito que não pedi para ter aulas depois deter me formado na faculdade, vamos logo dar esses colares por que quero aproveitar essa noite.
Não demora muito, meninas já um pouco altas pela bebida monstran os s***s para nós, damos os nossos colares, uns beijinhos, mas nada além disso.
A infinidade de mulheres é grande, mas hoje ainda não me senti atraído por nenhuma especial.
- Hoje o Dom Ruan está fraco?- Vicente fala agarrada com uma coreana linda.
- Estou procurando a minha presa da noite, não quero somente beijos e ver s***s, quero uma f*** gostosa para me fazer esquecer que segunda terei uma babá! - Olho pelas ruas e vejo uma mulher maravilhosa entrando no bar com música ao vivo, naquele bar meus pais se encontraram pela primeira vez.
A passos largos vou até aquela que tem seus cabelos dourados como o sol.
Ainda consigo pegar ela antes que entre no bar...
- Não quero, não estou brincando, somente quero beber e curtir a noite...- A mulher que é muito linda espalma as mãos em meu peito, sinto um calor gostoso na palma das suas mãos.
- Não quero te dar o colar, quero a mesma coisa que você, beber e curtir a noite... - Pela primeira vez nossos olhos se encontram e nossa, estou vendo que a minha noite vai ser maravilhosa...
- Meu nome é... - Ela me interrompe com um dedo na minha boca.
- Sem nomes, somente a companhia um do outro....
Sorriu, no final da noite não lembraria o nome dela mesmo...
Mal sabia eu que viveria em prol do sorriso dessa mulher...