JADE NARRANDO
Acordo sentindo alguém me balançando , me espreguiço e me sento sobre a cama , encaro Vicente que me olhava , ele parecia preocupado , quando ele me questionou sobre estar resfriada e não ter mandado o chamar fiquei confusa , era tão óbvio não? Eu estava dormindo e claramente ouvi bem quando Tenebroso falou que ele talvez chegaria tarde , eu já tinha os meus 17 anos , porque o atrapalharia , precisava aprende a me virar sozinha , apesar de ser parte da minha família por consideração , eu não tinha o seu sangue
Se por ventura ele conhecer e se envolver com uma mulher que não goste de me ter por perto ? Não poderia fazer-lo escolher , talvez isso não demorasse a acontecer , então eu já teria que estar preparada
Meu peito se apertou quando vi o horário, pior me senti ao percebe que ele não tinha lembrado , talvez oque eles viveram juntos já não existia em sua mente , pois nada justificava esquecer o dia da morta da mulher que amava , bom isso era oque cresci ouvindo , então porque esse ano ele esqueceu ?
Entrei no banheiro com os pensamentos longes , quando as gotas da água quente caiu sobre mim rapidamente me afastei e mudei para a água fria , eu sabia que estava com febre , e a água quente não a abaixaria , tremi sentindo o gelo , mais precisava permanecer por no mínimo cinco minutos , já seria o bastante
Assim eu fiz , após retorna para o quarto entrei no closet e peguei um baby doll , queria mesmo era me agasalhar, mais devido a gripe isso estava fora de cogitação afinal a temperatura precisa baixar , e não subir …
Desci para o primeiro andar e o cheiro fez minha barriga roncar , ele tinha realmente cozinhado ? Qual era a chance de eu ir de arrasta por comer sua canja ? Bom eu não sabia , mais o cheiro estava tentador
Encarei suas costas largas , ele lavava alguma coisa na pia , me aproximei e ó abracei, percebi que era isso que eu estava precisando o dia inteiro, um simples abraço dele teria me dado mais animo
Vicente — Não meta as mãos sujas na colher — fiz um bico e o encaro , ele me olhava com os olhos distantes — você me lembra sua mãe quando era mais nova — franzi o cenho com sua confissão repentina — era dramática igual você — ele rir e eu fecho a cara
— Aff , não sei porque achei que falaria algo bom — me sento na banqueta e ele me serve um prato de algo que tinha uma aparência duvidosa — prove primeiro , vai sabe se tem veneno — ele riu , desse fez mostrava seu dentes brancos , era raro o ver assim , geralmente seus sorrisos são sutil e cafajestes aquele famoso sorriso de canto
Vicente — Ande , se alimente Jade , ou deseja que lhe dou na boca ? — suspiro e levo a primeira colhe a boca , mais antes mesmo de se aproximar da minha retornei com o alimento em sua direção, ele negou mais abriu a boca , levei a colher para dentro dos seus lábios carnudos — viu , não está envenenada , agora vai comer — respiro alto como se tivesse aliviada só para o provocar
Começo a comer sua obra culinária , realmente estava divina , mais eu não confessaria em voz alta , pelo menos não para ele escuta , ele pegou também para ele e se sentou na ilha de frente pra mim , quando acabei de comer percebi ele me encarando , parecia confuso
— Você tá bem ? — questiono e ele acena
Vicente — Muita coisa pra resolver na boca — ele se levantou e levou nossos pratos para a pia — acordou agora , não vai dormi tão cedo — dou de ombros e subo para o meu quarto , sigo para dentro do banheiro e escovo os dentes , quando retornei para sala ele estava deitado , o cara e tão grande que pega o sofá retrátil todo , me jogo encima dele e o ouço suspira — você não e mais uma criança levinha
— Não ouse a fala isso , sempre vou ser uma criança levinha — digo e acabo me assustando quando ele me vira para ficar atrás de mim , encaro a televisão que passa um filme de tiro — você só ver essas coisas — ele rir mais não diz nada , percebo ele enterrando o rosto na curva do meu pescoço e cheirando os meus cabelos
Prestando atenção no filme eu percebi que era Velozes Furiosos, me perdi totalmente assistindo, quando retornei a mim notei que Vicente Já dormia profundamente , suas mãos pesadas ao redor da minha cintura me impossibilitavam de sair dali , me dei por vencida e adormeci me sentindo segura
(…)
No outro dia
Os trovões estavam bem alto , a chuva apertou , fazia algumas horas que Vicente tinha saído para ir na boca hoje e sábado e o tempo estar horrível
Como sairíamos para o cemitério assim ? Faltava pouco cair o céu de tanto que estava chovendo
Sigo até a geladeira e percebo que o estoque de chocolates acabou , quando foi que as comi tão rápido? Suspiro sabendo que terei que ir no mercado
Antes pego meu celular e tento fala com Vicente , mais ele não me atendia , dever estar muito ocupado não posso o atrapalhar, pego um guarda-chuva e me arrisco a sair de casa , meus pés estavam molhados fazendo que o chinelo escorregue enquanto descia morro a baixo
Oque levaria cinco minutos até o mercado da pracinha levei foi dez descendo delicadamente
— Boa Tarde Senhor João — digo ao velho do caixa , ele e dono do supermercado
João — Aqui filha , deu R$28 vai colocar na conta do seu pai ? — n**o tirando o dinheiro do bolso e o entrego
— Pode ficar com o troco — retorno a subir o morro , a dificuldade aumentou , disquei o dane-se e tirei o chinelo , assim só chegaria em casa amanhã
Quando estava passando na rua 8 uma movimentação me chamou a atenção, vejo o exato momento que Lorena desce da moto do Vicente , ele acerta um tapa e sua b***a e eles entra em uma casa , meu corpo congelou no meio da rua
Lembranças de suas palavras veio a minha memória
Vicente — Eu não fico mais com aquela garota , foi coisa de uma única vez — porque ele mentiu pra mim ?
Um nó se formou na minha garganta , meu coração estava acelerado , solto a sacola das minhas mãos e retorno descendo morro a baixo , dispenso o uso do guarda-chuva , minhas lágrimas escorreram se misturando com a chuva que me molhava , me sentia sufocada, estava tão perdida nos pensamentos que quando fui perceber já estava na barreira , olhei e vi os meninos sentados embaixo da marquise, quando um ônibus descia o morro lentamente eu acompanhava o veiculo, torcendo para eles não me ver , quando atravessei nem eu mesmo tinha acreditado , sem tempo para pensar comecei a correr sentido ao cemitério , assim que cheguei no túmulo de mamãe eu desabei , me sento na grama e encaro sua foto , pela primeira vez eu não sabia oque dizer ..
Continua..
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