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1663 Palavras
Filipe -EI!- Escuto uma voz atrás de mim. - Você deixou cair.. - A voz para de repente e deixando curioso, o que eu deixei cair? Coloco a mochila pra frente e então vejo o bolso aberto, m***a! Deixo a mochila em cima da mesa e volto correndo, abro o portão eletrônico e me abaixo pegando a a**a do chão e colocando na cintura, estava tão perdido em pensamentos que não escutei o barulho dela caindo, olho procurando a pessoa que me avisou, e vejo uma garota no final da rua, p***a! Era só o que me faltava. Entro fechando o portão atrás de mim, nunca gostei de andar armado, mas o Thiago insistiu que estivesse prevenido para qualquer contra tempo, e me mandou uma mochila com armas e munições, sempre tive uma 38 guardada no cofre, mas preferi não discutir com o Thiago, isso antes quando eu não sabia que ia me causar esse rolo da p***a. Entro em meu escritório e seleciono as imagens da câmera lá de fora, meu corpo congela ao ver o rosto de pavor da menina, ela também deve ter visto a a**a que estava no banco. Volto as imagens e olhando pra ela tento encontrar algo familiar, algo conhecido, ela só pode ser nova na cidade, nunca a vi aqui antes, mas se ela veio por essa rua, provavelmente deve voltar também, preciso mudar a péssima impressão que ela deve estar de mim, não posso deixar rastros, é minha maior regra, como posso ter sido tão burro de deixar uma 765 cair, no chão. Conecto as câmeras da rua na TV da sala, pego uma cerveja e me deito no sofá, basta dois minutos para ficar no tédio. 125 minutos depois vejo alguém se aproximando, amplio a imagem de uma câmera e vejo a menina, me levanto apressado e saio de casa. Espera! - Grito ansioso, ela para imediatamente, mas continua olhando pra frente. Aguardo paciente até ela se virar parecendo indecisa. - Só queria te agradecer, por ter me avisado que.. Bom..- Se eu falar a**a vou espantar ela mais ainda? Ela me olha de um jeito estranho, parecendo me analisar, e por medo de falar algo que a assuste mais, fico calado esperando ela falar alguma coisa. Só agora paro para realmente ver a menina em minha frente, bem, seu rosto pode ser de menina, mas seu corpo, suas curvas.. - hmm, por nada, eu.. - Ela sussurra. – Você é policial? – Ela pergunta me olhando. - Não..- Falo me aproximando e ela da um passo para trás.- Mas uso aquela.. a**a, por defesa, já fui assaltado várias vezes.. Você me entende né? - d***a, não poderia ter uma desculpa pior. Ela balança a cabeça em resposta.. - É só por precaução com minhas lojas sabe.. - Falo tentando melhorar um pouco a mentira. A garota não diz uma só palavra, mas a expressão de pavor já não está mais ali, tento uma aproximação mais amistosa. - Você é nova aqui? - Pergunto agora mais próximo e vejo um leve rubor em seu rosto, d***a, será que ainda estou assustando ela? - Sim, é.. eu preciso ir. - Ela coloca o cabelo atrás da orelha e se vira, sim, eu assustei. - Espera, você quer que eu te acompanhe? - Pergunto me sentindo na obrigação, apoio minha mão em seu braço e sinto seu desconforto, d***a! Não dou uma dentro. - Já está tarde, pode ser perigoso. - Falo realmente preocupado. Ela faz uma careta e então fico tentando decifra-la. - hã não precisa, eu moro naquela árvore.- Ela aponta para a única da rua. - Não na árvore, é.. Na casa atrás dela, enfim, é perto, obrigada. - Ela fala desajeitada, e o medo ainda está eminente em seus olhos.. - Mas lá não é a casa do Carlos Eduardo? - Pergunto lembrando do meu funcionário mais antigo. - Sim, ele é meu pai. - Sério? que bom! Não sabia que ele tinha filha.. O Cadu é o gerente da minha oficina, trabalha comigo a anos, é uma ótima pessoa. - Sorrio achando engraçado a coincidência , e seu rosto finalmente se suaviza em um sorriso, no mínimo lindo, fico parado a olhando fixamente. - Me chamo Filipe. - Falo querendo conhece-lá melhor, estendo com cautela uma mão a ela, mas infelizmente o rubor em seu rosto volta, preciso ir com calma, ela ainda está assustada, não estou acostumado com essa relutância, na verdade sempre foi bem ao contrário.. -Muito prazer sr Filipe, sou Camilla. - Ela fala segura, e agora completamente diferente, parece uma mulher falando, sinto seu aperto firme, apesar da mão pequena e fria. - Ah por favor, nem mesmo seu pai me chama de senhor. - Sorrio amigável e pisco um olho pra ela, meio ofendido com o "senhor". Ela sorri e morde o lábio inferior, seu gesto involuntário desperta algo errado em mim. - Preciso ir Filipe, como você me lembrou, está tarde, o senhor Cadu é gente boa mas nem tanto. - Ela então abre aquele sorriso, e da mesma forma louca, a olho fixamente . - Não quer mesmo que eu te acompanhe? - Pergunto com a sensação de querer continuar em sua companhia.. - Não precisa, obrigada. - Ela fala com os olhos livres de qualquer tipo de medo ou relutância.. Então se vira e sai andando em direção a sua casa. Confesso que olho pra sua b***a redonda e empinada, apertada em sua calça jeans. Me viro e entro em minha casa, Tomo um banho e me deito no sofá ainda pensando na garota Camilla.. Sexta-Feira 7:25am Sem conseguir dormir direito, acordo cedo e me arrumo, preciso ir até a oficina, se a Camilla tiver contado a alguém sobre ontem, foi a seu pai, preciso saber se a garota abriu a boca e o que contou, para eu poder desmentir e me explicar. Poucas pessoas sabem da minha vida oculta, e mesmo tendo uma fama de mulherengo a maioria das pessoas me vêem como um bom homem, trabalhador honesto e respeitoso, o Cadu é uma delas, e quero com certeza que ele continue pensando assim, o Zeca é um dos poucos que sabe, Ele é da minha equipe e mora na cidade mantendo as aparências como mecânico e fazendo outros serviços quando preciso.. Estaciono em frente a oficina e vejo os funcionários subindo as portas. - Bom dia Filipe, o senhor tão cedo por aqui. - O Cadu me cumprimenta com um sorriso largo que logo me lembra alguém, seu humor está o mesmo e assim sorrio aliviado, ao menos por enquanto.. - Bom dia Cadu! - Aperto sua mão. - Tenho algumas coisas pra resolver hoje no escritório..- Sorrio amigável. Comprimento os outros funcionários e passo pela Malu pedindo uma r*****o de fundo de caixa, dos dias que não estive aqui. - Coloquei em envelopes separados dentro do cofre chefinho. - Ela fala enquanto faz o café. - Obrigado Maria Luísa, prometo não ficar mais tantos dias fora, te deixando fechar sozinha. - Falo enquanto pego a lista de peças que está precisando comprar. - Odeio quando me chama de Maria Luísa! - Ela faz uma careta.. - Parece que está brigando comigo. Sorrio fácil com um humor desconhecido, e ela não deixa passar, além de funcionaria ela é minha amiga, e conhece bem o lado que deixo ela conhecer de mim, - Porque está todo alegrinho assim em? - Ela pergunta sorrindo. - Curiosidade matou a gata. - Pisco um olho pra ela e entro em meu escritório. Disco o número do Thiago e ele me atende ao quarto toque. - Fala, que m***a você quer me ligando essa hora? - Ele fala com a voz de sono. - p***a Thiago! O Rafael me ligou cobrando a transferência que você ficou de fazer pra ele. - Falo irritado, ele é dois anos mais velho que eu, mas sou eu quem tem que ficar no pé, bancando o responsável pela p***a toda. - Você sabe que o Rafael está apostando alto, os carros estão na fazenda, todo o material dele é legal, incluindo as placas, mas ele precisa do dinheiro pra dublar os carros roubados, a sua parte era só transferir a p***a do dinheiro! - Ok Ok, sem stress, já vou fazer isso. - Ele fala sorrindo, desligo o celular sem responder. Passo a manhã inteira envolvido em diversos assuntos, parece que fiquei meses fora, não percebo a hora passando até a Malu bater na porta.. - Chefinho? Poderia eu, sua melhor secretaria, tirar hoje trinta minutos a mais de horário de almoço?- Ela fala com uma voz meiga - Lembrando que você é a melhor, por ser a única daqui!!- Falo sorrindo. - Para que te serviria trinta minutos a mais Maria? - Combinei com a filha do Cadu, de ajuda-lá a entregar alguns currículos, a propósito, o senhor não sabe de alguém que esteja precisando de funcionaria? Fico calado pensando, talvez o meu contador precise de uma auxiliar no escritório da concessionária.. - Filipe? - A Malu me tira de meus devaneios.. - Você pode ir, me encontra na concessionaria daqui uma hora, com.. ela, o Carlos estava me pedindo uma auxiliar, mas não tinha ninguém em mente.. - Falo incerto. Ela sorri alegre. - Ela vai ficar muito feliz, até mais tarde. - Fala e sai saltitante. Pego meu celular e ligo pro Zeca. - Novidades? - pergunto ansioso, mas não creio que ela tenha comentado o episódio com alguém. - Não mano, tudo normal por aqui, única novidade é a nova habitante gata da nossa cidade.. - Ele fala sorrindo.. - Ok! Volte ao trabalho. - Falo irritado sem saber direito o porque, talvez pelo modo com que ele se referiu a garota, ela é apenas uma garota, que desperta interesse em alguns homens, e isso é perigoso pra caralh0. Fico feliz que ela não tenha contado nada a ninguém, ao mesmo tempo curioso com o motivo.
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