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305 Palavras

DC narrando Juliana foi comigo na ambulância. Gabriel ficou com a Gabriela e minha mãe, que tentava acalmar a menina em casa. — Espero que ela não tenha perdido a criança — disse Juliana, me olhando de lado. Não respondi. — Você não quer esse filho, né? — Eu nunca quis filhos — falei seco. — Nunca. Ela me olhou, chocada. — Aí do nada ela aparece grávida, e tudo desanda. Tem noção disso? Talvez seja melhor mesmo se ela perder esse bebê. — Deoclésio, não fala isso — disse Juliana, com a voz embargada. — É uma criança. Uma vida. É seu filho. — A Milena tava sangrando demais. Duvido que tenha sobrevivido. Ficamos em silêncio. Ela me encarava. Eu encarava o chão. — Você finge que não sente, mas por dentro tá destruído — disse ela. — Me deixa, Juliana — murmurei, me afastando e senta

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