Dia da Independência

927 Palavras
Overdose é um quadro que se desenvolve quando um indivíduo consome uma ou mais substâncias em uma quantidade tão grande e em um intervalo tão curto de tempo que compromete o funcionamento fisiológico do organismo de imediato. Usando uma linguagem menos técnica, a situação se caracteriza pela administração de substâncias psicoativas acima da capacidade que o corpo humano pode suportar. Em um cenário normal, tudo o que ingerimos é decomposto até ser completamente metabolizado. Claro que, no caso das drogas, os efeitos negativos vão aparecer, mas ainda em nível ainda suportável. No entanto, quando algo é consumido em excesso, esse processamento é mais complexo, potencializando os danos provocados em regiões internas sensíveis.Vale ressaltar que toda d***a, independentemente do tipo e dos efeitos causados, atua no sistema nervoso central. As complicações geradas pela overdose se dão a partir dessa interação. ------------------------------------------------------------------ Acordei no outro dia com alguém fazendo carinho na minha cabeça, imagens na noite passada me fizeram sorrir e olhar pro rosto de jungkook. - bom dia. - disse ele com um sorriso de orelha a orelha. - bom dia. - viro pra ele, e fico de barriga pra baixo deixando minha b***a a amostra. - certo, isso não vai acontecer de novo, você vai levantar se arrumar e ir pro trabalho e a gente nunca mais vai lembrar disso. - digo autoritário e jungkook solta mais uma risada segurando o meu queixo. - você é sempre tao mandão assim ? - disse ele me beijando logo em seguida. - porque não ficamos aqui um pouco, depois eu faço o café enquanto você toma banho e ai eu faço tudo que mandou ? - deu mais alguns beijos em meu pescoço. - não, ia parecer que a gente namora e eu não quero isso, eu tava triste e carente e você se aproveitou. - falo me levantando. - eu me aproveitei de você? mas foi você que me chamou ? - riu e se levantou. - ah para de graça jimin. - mas não era pra você aceitar. - disse cruzando os braços. Jungkook vem até mim segurando minha cintura e me encostando na parede e me beijando. - eu vou sempre aceitar. - sussurrou. - fazemos assim a gente toma um banho juntos e eu vou embora e esquecemos tudo isso fechou? - perguntou e eu não pude negar. [...] - atenção pessoal hoje é um dia especial. - disse com um sorriso irônico no rosto. - provavelmente vocês que vieram de busan nunca ouviram falar, mas vão ouvir hoje. - por que hoje é um dia especial? - perguntou jung. - dia da independência. O dia da independência consiste em um dia onde vocês terão seus próprios pacientes e irão fazer tudo o que eu faço, sozinhos sem a minha supervisão. - vi o sorriso deles abrirem cada vez mais. - vocês irão fazer a triagem na emergência, revisarão os prontuários, e registraram tudinho. - vi seus sorrisos se desmancharem e sorri ainda mais. - ah e não esqueça de pegar os casos com os internos pra dar as noticias pras famílias na sala de espera, anotem tudo que eles disserem porque vocês não tem tempo pra ficar olhando as fichas. - disse e dou mais alguns passos antes de sair. - ah vocês só irão passar no dia da independência se conseguirem resolver tudo sozinhos sem me mandar nenhuma mensagem. Vocês eram quatro, agora são 3 e no final desse ano vai sobrar apenas 1, com sorte dois, um vai desistir, outro vai ficar e outro vai mudar pra cardiologia achando que é mais fácil, mas a unica coisa que vão conseguir com facilidade é t*****r com a Sullivan, nem precisa de esforço. - pisco pra eles e saio indo fazer o meu trabalho com um sorriso vitorioso no rosto. [...] Estava fazendo alguns exames e procedimentos quando ouço o meu pager apitar, uma paciente nova chegando no ps, saio correndo e chego a tempo pra receber. - Jeon Liyn 17 anos, possível inicio de overdose por cloridrato de benzidamina - dizia o paramédico. - consciente mas ainda sobre efeitos alucinógenos. - vejo a mãe da menina chegar com mais duas garotas chorando e indo pra cima da paciente, logo ela começou a tentar sair e não ter o atendimento. - segura ela. - falo tentando ajudar mais a aproximação da mãe dela. - TIRA ELAS DAQUI. - grito perdendo a a paciência e segurando a menina. - olha só se você não deixar a gente te atender você provavelmente vai morrer. - disse e ela se acalmou, meus residentes chegaram. - viu pessoal é disso que eu estava falando sobre não precisar de mim. A menina começa a entrar em colapso e seus batimentos param. - ela entrou em falência. - disse, mas kim tomou a atitude. - iniciar protocolo de reanimação. - disse. - não deixa ela. - rebati mas ele me ignorou. - EU SOU O MÉDICO DELA E VAMOS INICIAR O PROTOCOLO DE REANIMAÇÃO. - os enfermeiros o obedeceram, eu cruzei os braços e fiquei observando, e logo ele já estava gritando ''afastar'', ele subiu em cima dela fazendo a reanimação e logo o coração dela voltou a bater, todo mundo comemorou e o abraçou parabenizando, ele olhou pra mim e deu um sorriso irônico. - parabéns gênio, você salvou o coração dela, mas o cérebro ficou 26 minutos sem oxigênio, você acabou de transformar ela em um vegetal. - sou duro e saio. - boa sorte com a noticia. - grito de longe saindo do ps. é, menos um. 
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