Nativos da Antártida

2262 Palavras
Após a saga do Tournament I, Midori e Tabi conhecem Hu, um monge que se mostrou disposto a tirar a Yakuza do caminho dele, ao mesmo tempo que Kumiko e Renn, junto com Kotori Kimura, descobrem o paradeiro dos Cristais do Poder, onde caso o Olho n***o, uma facção temida por todos no mundo obtenha a posse desses artefatos, pode acontecer deles dominarem o mundo por muito tempo. Kumiko se encarregou de procurar pelo Cristal da Água na Costa Marítima de Tóquio, mas falhou. O mesmo acontece com Renn no Deserto do Saara, porém ela falha em conseguir a posse do Cristal da Terra. Restam agora Hu, que busca pelo Cristal do Ar Midori pelo Cristal do Fogo. Será que eles irão conseguir? Lembrando que o Olho n***o tem consigo também o Cristal Místico, que é o mais poderoso dos cinco cristais. ---------------------------------------------- A nossa estória vai se passar na Antártida, um lugar explorado pelo mundo, mas que não possui propriedade de ninguém. Todas as nações podiam deixar suas embaixadas no continente, porém só podiam ingressar por autorização ao país pertencente. Havia embaixadas de todos os países, onde alguns nativos dos mesmos se encontravam neles. No entanto, havia três pessoas que nasceram neste continente, não faz muito tempo. Eram jovens e amantes do frio. Nunca pensaram em sair da Antártida para se aventurarem ao redor do mundo. Seus nomes eram Samara Jacobsen, uma jovem loira de pele bronzeada de 19 anos de idade. Gosta de escalar montanhas e de praticar esportes radicais. Ernesto Palmas, um jovem rapaz com um sotaque espanhol natural da Argentina. Tem 25 anos e é o mais motivado da equipe. Por último Paolo Camacho. Também possui um leve sotaque espanhol e tem 26 anos de idade. É o mais velho do grupo e também o mais inteligente. Estava um dia os três caminhando pelas geleiras da Antártida, saindo de suas embaixadas. Samara, por ser meio sueca, ficava na embaixada da Suécia. Ernesto era meio argentino e ficava na embaixada da Argentina. Por último Paolo, que era meio chileno e ficava na embaixada do Chile. No entanto, agora, eles caminhavam pelas geleiras da Antártida fazendo o que mais gostavam: Escalar montanhas. Adoravam fazer isso e estavam sempre descobrindo coisas novas com as suas atividades, como da vez em que encontraram um dinossauro congelado. Desta vez, escalavam uma montanha com os seus equipamentos com uma certa dificuldade. A neve ficava mais rígida e fria. A temperatura estava muito baixa e parecia que eles iam perder as forças. — Eu não estou mais aguentando. — Disse Samara, com a sua voz carregando um leve sotaque nórdico. — También! Sejamos fortes! — Afirma Ernesto. — Meu Deus. Yo creo que já era para nós! — Responde Paolo, olhando para baixo. Quando se percebe, Samara estava com mais risco de cair. Suas mãos escorregavam. Estavam formando uma coluna. Paolo era o que estava mais embaixo. Ernesto logo acima e por último Samara, que gostava mais de escalar as montanhas do que mesmo seus amigos. A meia sueca não aguenta e começava a cair. Os dois rapazes tentaram impedir, mas não deu certo. — Não! — Gritaram os dois em um só tom, enquanto ouviam a voz de Samara gritar de medo de morrer, sendo este ecoando pela montanha. Samara olhava para o chão aonde ia cair, quando de repente, para. Ela olhava ao seu redor espantada, não sabia o que estava acontecendo. — Eu estou voando? — Indaga a garota. De repente ela subia. Ernesto e Paolo não acreditaram no que viram, ao se depararem com Samara voando, indo até o topo da montanha. — Ela sabe voar? — Indagam os rapazes, que continuavam a se esforçar para que chegassem lá em cima. Não faltava muito. Tinham que se esforçar um pouco mais para chegarem onde queriam. Depois de dez minutos, eles chegam no topo. Se acomodavam ali e estava ofegantes. Deitaram-se para descansar um pouco e depois de alguns segundos, olharam para o lado para verem Samara. Espantaram-se. Ela estava de pé com os braços cruzados olhando para eles. Ao seu lado, tinha um monge de cabelos curtos usando um quimono vermelho. Tinha a pele bronzeada e os olhos negros. — Quem é você? — Indagam os rapazes, que se erguiam espantados ao verem o monge. Estavam confusos. Como podia um monge chegar na Antártida? Isso não podia ser possível. O monge olhava friamente para eles e dizia: — Olá, Samara Jacobsen, Ernesto Palmas e Paolo Camacho. Os três se espantam. Como ele sabia o nome do trio tão facilmente? — Me chamo Hu. Vim diretamente do Japão para cá porque estou em busca do Cristal do Ar. No entanto, não creio que possa conseguir sozinho, sendo que usei os meus poderes e vi que os meus amigos não conseguiram os cristais anteriores. Os três olhavam para ele sem entender nada. Do que Hu estaria falando? O que era esse Cristal do Ar que mencionara? — Desculpe, mas, do que está falando? — Indaga Samara, que ficava ao lado de seus amigos. Hu sorri com os olhos fechados e depois os abre assumindo uma expressão séria falando: — Irei lhes contar uma história. Sentem-se. Os três se sentaram. ----------------------------------------------- Após ouvirem o relato, Samara indaga: — Como você nos achou? — Foi pura coincidência. — Responde Hu. — Sabendo do que o Olho n***o é capaz, precisaria de ajuda. — Sim, mas nós não sabemos lutar. — Disse Ernesto. — Não é necessário lutar, afinal isto eu posso fazer. Seria ótimo se apenas me ajudassem a encontrar o Cristal do Ar e se possível, protegê-lo. O trio se olhava e depois voltavam suas vistas para monge confirmando que sim. Iriam ajudá-lo. Não eram somente populares na Antártida, mas também generosos. Já ajudaram muitas pessoas que ali ficavam e não seria agora que iriam negar auxilio para Hu. — Precisamos voltar para pegar alguns equipamentos para ajudar a localizar o Cristal do Ar. — Disse Paolo. — Fique com ele, Samara. — Afirma Ernesto, enquanto saía com Paolo. — Agora para sair daqui vai ser complicado. Hu ri e usa seus poderes para teleportá-los para a terra firme. Eles ficam apavorados com o que aconteceu e olham para cima. — Aquele monge esquisito. Nos fez voltar para cá. — Disse Ernesto. — Impressionante os poderes dele. — Responde Paolo. — Bem, vamos lá. — E assim eles saíam. ----------------------------------------------- Hu começava a meditar. Iria esperar pelos seus novos companheiros que se dispuseram a dar o apoio necessário. Samara apenas o olhava. Comparava para ela o monge com os personagens de jogos de luta. O perfil era quase o mesmo. Ao lembrar disso, deu uma leve risada. — Não me compare com essas pessoas fictícias que tens em mente. — Dizia Hu, mesmo meditando. Samara levou um susto e fala: — Como você... — Eu leio mentes. — O monge abre os olhos e agora a estaria encarando. — Foi com isso que descobriu nossos nomes? Hu confirma que sim. Passada meia hora, eles chegavam com os equipamentos. O monge e Samara estavam em terra firme os aguardando. — Vamos começar pela busca então. — Disse Ernesto. — Muy bien! — Responde Paolo. Eles usam seus equipamentos semelhante a detectores de metal, mas como sabiam que era um cristal, era para procurar por pedras preciosas. Samara acompanhava os rapazes assim como Hu e assim começaram a busca pelo Cristal do Ar. ----------------------------------------------- Enquanto isso, na entrada do continente, havia um grupo de pinguins brincando na água ou muitas vezes estavam pescando. A região estava bem fria, com temperaturas muito abaixo de zero. Isto era bom para os pinguins, que se divertiam na água. De repente um vulto veloz passa por eles, os assustando. Os pinguins ficaram em desespero com o vulto que passara no céu. Uma velha montada em uma vassoura usando roupas pretas. No entanto, ela não aparentava ser tão velha, parecia ter 50 ou quase 60 anos. Estava voando velozmente em sua vassoura e parecia estar empolgada com a busca daquilo que era fato o que o Olho n***o queria: o Cristal do Ar. — Vamos ver, onde está o Cristal do Ar? — Indagava a bruxa para si, que usava os seus poderes para conseguir sentir o poder daquelr artefato. Enquanto isso, o detector de um dos rapazes apita no chão. — Muy bien! Encontramos! — Disse Paolo. Samara começava a escavar, assim como Ernesto. Hu apenas observava. Queria sentir o poder do suposto cristal e conseguia. Sentiu como se o vento lhe atingisse de uma forma como se fosse a se comunicar com ele. Chegou a recuar para trás com tamanho impacto que sentira e nisso, Paolo comenta: — Encontramos o Cristal do Ar, Hu. — Percebe a reação que o monge sentira. — Estás bien? — Sim sim. — Responde o monge. — Acredito que seja o frio. A bruxa consegue localizar o cristal e vê com os seus poderes que Hu e os outros se empossaram. — Não é muito comum um monge estar aqui. — Disse a bruxa. — Deve ser aliado de Midori Watanabi. Eu hei de recuperar o que é do Olho n***o por direito. A bruxa voa mais rápido agora com o objetivo de chegar até o quarteto que encontrara o Cristal do Ar. ------------------------------------------------ Ernesto entrega o Cristal do Ar para Hu, enquanto os três riam depois do monge ter comentado a respeito do frio. — Vai se acostumando. É normal de ter essas reações. — Disse Ernesto. — Venha nos visitar uma hora. Foi tudo tão rápido que não deu tempo de aproveitar a companhia um do outro. — Disse Samara. — Pode deixar, eu virei. Mas não quero me complicar com as autoridades. — Não se preocupe, nós como nativos daqui, deixamos você visitar nossas terras, sem problemas. — Disse Paolo. Hu sorri e fazia reverência eles , enquanto guardava o cristal no bolso. De repente, Samara olha para cima e fala: — O que é aquilo? Uma bruxa? Hu imediatamente olha para onde a meio sueca olhou e via que era realmente uma bruxa. — Essas roupas... — Dizia o monge. — Você só pode ser do Olho n***o. — YAAAAHAHAHAHA! — A bruxa ria. — Isso mesmo, meu caro monge. Sou Akane, a bruxa. — Eu sou Hu. Não deixarei que pegue o Cristal do Ar. — Dizia o monge com uma voz firme. — Pessoal, obrigado por terem me ajudado, mas... —Vamos ficar aqui e ver você lutar. — Disse Samara. — Nós não temos poderes, nem lutamos, mas vamos apoiá-lo para que consiga vencê-la. — Disse Ernesto. — Agora você ganhou amigos e nós iremos torcer por você agora. — Disse Paolo. Hu sorria para eles. — Obrigado, amigos. Darei o meu melhor. — Responde o monge, que se vira para enfrentar Akane. Um monge contra uma bruxa agora, tendo ambos o mesmo objetivo. Quem deles que vai ganhar? A neve parou de apertar e estava ficando mais suave. Como Hu e Akane estavam mais desacostumados, sentiram que iria incomodar esse frio a luta, mas não era isso que iria os atrapalhar por completo. Teriam que provar por que encaravam tamanho frio até que provem ao contrário. A luta começa. Akane lança vários raios de magia com as duas mãos, enquanto que equilibra na vassoura. Hu concentra uma energia nas suas mãos e rebatia sem problemas os raios. — Uau. — Disse Samara. Akane lança um raio de magia forte e intenso, mas Hu em vez de se esquivar, decide pará-lo com as duas mãos, o que sente um pouco de dificuldade, já que era muito intenso. — Vamos, Hu. — Disse Ernesto. O monge ainda dava tudo de si, mas Akane aumenta a intensidade para que gerasse mais dificuldade para o monge. Entretanto, algo surpreende a todos, quando uma aura invade o corpo do monge e um olho no meio da testa era aberto. Este tinha um desenho em seu contorno e começou a brilhar. Hu empurra com toda a sua força o raio na direção de Akane, onde esta o transforma em várias pétalas de flores de cerejeira. Em seguida, a bruxa pula da vassoura, onde esta sumia e fala: — Pelo visto não posso brincar com você. Quem diria que tem o Poder do Terceiro Olho. O monge nada dizia, apenas a observava, até que depois de alguna segundos em silêncio, falava: — Vamos ver se você é tão poderosa. Já enfrentei muitos do Olho n***o, onde quase morri, mas para você garanto que não irei perder. — YAAAAAHAHAHAHA! Veremos! — Responde Akane, que mais parecia se divertir com a situação do que mesmo estar preocupada. O trio da Antártida estava assustado. Apesar de Hu ser forte e estarem torcendo por ele, temiam que ele perdesse. A luta começa de novo. Akane lança vários raios de magia, mas Hu desta vez cria um campo de força. Estava com os seus amigos atrás dele e não queria que eles se machucassem. Soltava um raio com o seu olho frontal e a bruxa sumia em pena. Reaparecia atrás dele. — Estou aqui. — Ela aproxima a mão em suas costas e lança um raio, o fazendo cair no chão. Entretanto, ele se levanta com um pouco de dor e o trio se afasta mais daquela luta decisiva e talvez mortal. Um mais assustado que o outro. Nunca iriam imaginar estarem presenciando algo desse tipo. Era nova para eles essa experiência. Hu enfrentava Akane, pela defesa do Cristal do Ar. Será que ele vai conseguir vencê-la?
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