Capítulo 3

923 Palavras
5 MESES ATRÁS - Jaja ele acorda.- Rafaela fala baixinho entre risadas quando puxo seu braço para o banheiro. - Então aproveita.-  Beijo o seu pescoço, e seu corpo arrepia por completo. -Ele está na nossa cama, amor. Está tão perto.” Resmunga, mas levanta a cabeça enquanto mordo sua clavícula. - Shhhh - Peço, seguro suas coxas e a levanto no colo, suas pernas entrelaçam na minha cintura, fazendo com que a toalha que estava ali deslizasse até o chão. Seus olhos fecham lentamente quando a encaro, ela fazia isso todas as vezes, dizia que o prazer do meu cheiro era um dos melhores, eu adorava assistir a sua reação. A coloquei no chão e abaixei seu short, ela se livra deles quando chegam ao calcanhar e volta para o meu colo. Estou tão e******o que m*l consigo segura-la sem estar dentro dela. Finalmente eu entro, o alívio e o prazer correm pelas minhas veias, tão quente e molhada, tão maravilhosamente perfeita. - Eu te amo.- Sussurra no meu ouvido com a respiração ofegante. - Eu te amo demais, Felipe.- - Eu também te amo.- Beijo seu rosto e faço movimentos lentos com o quadril, entrando e saindo devagar. É rápido, porém tão intenso quanto como se fosse a noite toda, todas as vezes são, o sentimento que transmitimos um para o outro é recíproco, a nossa sintonia é inexplicável. - Mamã.- Ouvimos o Enrico chamar, enquanto descansamos do orgasmo e ela abre a boca assustada, seu rosto cora e eu sorriu. - Meu Deus. Somos péssimos país! - Sussurra cobrindo o rosto. - Como vou sair e pega-lo no colo com suor pós-sexo?? - Não seja boba! - Passo a mão no seu rosto e beijo a sua testa. - Você é ótima. - Cadê o meu meninão? - Ouvimos a voz da Kim e a minha mulher respira aliviada. - Que tal irmos comer aquele bolinho que você adora? - Pergunta empolgada e ouvimos as palmas do Enrico. - Sim. - Da um grito feliz. - Titio Kaue está aí no quarto do lado, chama ele pra ir conosco. Os passos curtos e leves do Enrico saem disparados. Em questão de segundos dois socos na porta faz com que sobressaltamos. - Seus tarados! - Kim fala entre risadas - Vão logo, vamos jantar em algum lugar. - Avisa e sai do quarto. É automático olhar para a Rafaela e cair na gargalhada. Quando foi que nos tornamos pais? Quando foi que eu me tornei tão feliz assim? DIAS ATUAIS - Querido.- Minha mãe sussurra, estava preso em uma lembrança, disfarçada de sonho que não queria sair. Não queria de maneira alguma sair dali, por isso mantenho os olhos fechados na esperança de voltar. - Deixe-o descansar, Victoria. - Meu pai fala enquanto entra. - São duas horas da tarde, o quarto está cheirando bebida, ele está dormindo no chão. Isso não é descansar, Enrico. - Não podemos fazer nada. - Óbvio que não! - Ela levanta e pela voz sabia que estava irritada. - Você o colocou nisso, nessa vida doentia, nessa loucura da sua família. - Não vamos ter essa conversa novamente.- Ele se retira, ela vai atrás. - Não vire as costas pra mim! - Ordena e os passos do meu pai param no corredor. - Ele é tudo o que nós temos. É só você que pode tirá-lo de lá, você sabe disso. - O que está sugerindo? - Pergunta, mas pelo tom, já sabia a resposta. - Destrua aquele lugar. Ele jamais faria isso. - Você está falando besteira, mulher. Pelo amor de Deus, acha que simplesmente chego lá e acabo com tudo? - É melhor ser simples assim, porque ou você destrói, ou aquilo vai destruir o nosso único filho. Ele não tem mais motivos para viver, Enrico, ou você ainda não percebeu que aquele homem no chão do quarto, não é mais o Felipe? Ele vai virar uma máquina de matar, vai matar um por um daquele lugar, até achar quem fez isso. - Óbvio que vai. Você faria ao contrário? Porque a minha vontade também é a mesma que a dele. - É? E quando ele achar e matar? Você acha que eles vão voltar? O que vai ser do Felipe quando ele perceber que matar os culpados não vai aliviar um terço da sua dor? No que acha que ele irá se tornar, Enrico? O seu pai? - O saltos caminham rápidos e pesados pelo corredor e depois de alguns segundos o do meu pai também. UMA SEMANA DEPOIS Carrego a arma enquanto o Kaue para o carro na frente de um galpão fechado há alguns minutos da cidade. - É aqui? - Pergunta inclinando o corpo pra frente. - Um galpão no meio do nada? Como conseguiu isso? Você que construiu? - Sim. Caso um dia precisasse... Os três homens no banco de trás descem e em seguida eu e o Kaue também. A noite está fria, o vento está tão gelado que seja a ser cortante. Abro o porta malas e o homem machucado e amarrado está desacordado. - Acha que ele sabe alguma coisa? - Meu amigo pergunta parando ao meu lado. - Não sei. Vamos descobrir! - Respondo e indico o corpo para os três homens. Enquanto eles retiram o homem do porta malas eu vou com o Kaue até a porta de aço do galpão e fuço meu bolso, puxando o controle. - Vamos ver se essa belezinha funciona.- Aperto e a porta faz barulho enquanto sobe.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR