O quarto está escuro, exceto pela luz do corredor que invade o cômodo quando abro a porta. Já estivemos nesse quarto antes, lembro-me perfeitamente dos pés tímidos dela por baixo da porta, pude sentir o cheiro da sua insegurança, mas ainda não tinha certeza..Destranquei a porta e ela entrou, foi como se tirasse todo o meu fôlego em poucos segundos, como se esse quarto fosse o melhor lugar do mundo, e no momento, realmente era. As coisas mudaram, mais do que eu queria ou imaginava, nós mudamos. Tivemos um filho incrível, e não podemos mais viver uma vida onde contamos com a sorte. Ela está deitada de costas, mas sei que está chorando, seus ombros sobem e descem profundamente enquanto seu corpo treme. - Rafa. - Chamo assim que me sento na ponta - Me perdoa. Eu não sei lidar com isso,

