Capítulo-LXXXI. Vestígios " Não há eu sem você assim como não há você sem mim." Cícero Verdadeiramente, nos últimos meses, eu vivi no inferno, não só pelo local onde me encontrava internado contra a minha vontade, mas também dentro da minha mente. Até a síndrome fazia com que eu pensasse muitas coisas sobre a ruiva. Os pensamentos eram muitos, todos infundados, é claro, mas, para alguém doente, pareciam tão reais, tão concretos, que anulavam qualquer forma de raciocínio e causavam uma cegueira tremenda. A raiva começava a nascer, o corpo tremia, os nervos vibravam, e tudo que eu queria era uma vingança. Tudo que eu procurava era uma forma de mostrar à pessoa que ela não podia me fazer de palhaço, que não podia me passar para trás como se eu fosse descartável. O coração bombea

